Curso de Nutrição e Dietética Aplicada

Apresentação do Programa

O aumento da qualidade de vida de nossa sociedade tem gerado um maior interesse e preocupação com a alimentação tanto em nível pessoal como profissional. Para ter uma visão completa do campo da nutrição e da alimentação é necessário partir de uma sólida formação inicial.

Nosso sistema de saúde se fundamenta na cura, deixando em segundo plano a prevenção. Porém, é necessário destacar que, em termos econômicos, adequados programas de prevenção nos ajudariam a reduzir o atual gasto com a Saúde, destinado hoje, em grande parte, à cobertura de tratamentos paliativos ou curativos. É por isto que com a ajuda da nutrição é possível reduzir gastos e previnir a prevalência de enfermidades.

Por outro lado, há um elevado número de licenciados que, apesar de haver cursado uma carreira, deseja uma especialização prática em Nutrição e Dietética visando ampliar suas saídas profissionais.

Mediante o curso de Nutrição e Dietética Aplicada pretende-se oferecer uma formação em Nutrição adequada para afrontar os problemas nutricionais com os quais se pode encontrar um profissional na área da saúde.

A quem é dirigido

O curso de Nutrição e Dietética Aplicada de extensão universitária é dirigido às seguintes pessoas:

Pessoal não universitário que deseja especializar-se na área da alimentação;

Todos aqueles profissionais sanitaristas, da indústria ou de empresas privadas que queiram consolidar conhecimentos visando aplicá-los no âmbito profissional;

Licenciados/graduados que desejam especializar-se em temas de nutrição e alimentação visando a ampliação de suas aberturas de trabalho.

Titulação

A conclusão com sucesso do Programa permitirá que você obtenha a titulação do Nutrição e Dietética Aplicada.

Após a conclusão com êxito do Programa, o aluno receberá o diploma emitido pela Universidade em que se matriculou.

Estrutura do Programa

A duração estimada para a realização do curso Nutrição e Dietética Aplicada é de 530 horas (53 créditos)1.

Com relação à distribuição do tempo se estabelece que:

  • Por ser um Programa a distância e não estar sujeito a aulas presenciais, não se estabelece uma data específica de início, razão pela qual o aluno pode formalizar a matrícula em qualquer momento, desde que haja vagas disponíveis;
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem se disponibiliza de uma duração mínima do curso de 6 meses, contabilizados a partir da data de entrega dos dois primeiros volumes até a data de recebimento do último trabalho de avaliação;
  • O tempo máximo do qual se disponibiliza para realizar o curso é de 12 meses. Neste período de tempo, o aluno deve entregar todas as avaliações correspondentes às disciplinas.

A estrutura de créditos e horas do Nutrição e Dietética Aplicada se apresenta na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplinas 40 9 400
Trabalho final de Curso 13 3 130
TOTAL 53 12 530

1. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula

Objetivos

Objetivo geral:

  • Oferecer uma formação nos temas mais relevantes que envolvem o estudo de Nutrição e Dietética.

Objetivos específicos:

  • Adquirir uma idéia global sobre a dietética e a nutrição e ser capaz de identificar os processos metabólicos, as características nutricionais dos alimentos, os fundamentos na elaboração das dietas, a manipulação higiênica dos alimentos e conhecer a legislação atual;
  • Aprender as últimas novidades e estudos científicos desenvolvidos por pesquisadores internacionais especialistas em nutrição;
  • Dotar os alunos/as de ferramentas para aquisição de critério próprio e possam decidir se uma prática dietética é coerente sob um ponto de vista científico ou opinar sobre diferentes teorias relativas à nutrição;
  • Ser capaz de transmitir informações sobre hábitos alimentares corretos assim como as consequências negativas que pode ocasionar ao nao segui-los;
  • Compartilhar experiências e conhecimentos profissionais e pessoais no assunto, mediante a utilização do Campus Virtual.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do programa de Nutrição e Dietética Aplicada são as seguintes:

  • Médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, naturopatas, e outros profissionais da saúde em exercício de sua profissão como complemento para a sua formação e ajuda na realização do trabalho diário;
  • Docente em programas de ensino regularizado e não regularizado, profissional sanitarista, profissional de serviços de restaurante, centros de informações ao consumidor, associações de enfermos crônicos, colégios, centros cívicos, centros esportivos, etc;
  • Assessor técnico em programas de busca e de informações e promoção de produtos para assegurar a ligação entre marketing, tecnologia e pesquisa e desenvolvimento;
  • Comercial em lojas especializadas em produtos dietéticos;
  • Comercial em empresas alimentícias ou farmacêuticas com uma linha de produtos com características nutritivas concretas.

Observação: O exercício das profissões é regulado pela legislação de cada país.

Plano de estudos

O curso de Nutrição e Dietética Aplicada tem uma estrutura curricular baseada em 2 Partes formativas que buscam situar o estudante em um marco real de acordo com uma contínua mudança.

  • 1ª PARTE: DISCIPLINAS (400 HORAS)

A primeira parte permite conhecer e compreender toda a complexidade em relação ao campo da Nutrição, desde seus fundamentos teóricos, conceituais e históricos, até sua implementação organizacional, social e tecnológica.

O objetivo da 1ª Parte: Disciplinas é fazer com que os alunos adquiram uma idéia global da Nutrição e que possam ser capazes de dominar técnicas básicas de avaliação, diagnóstico, intervenção em processos de Saúde e Nutrição e ter uma visão da multidisciplinariedade na assistência Nutricional.

As disciplina e horas correspondentes que compõem a 1ª Parte: Disciplinas se apresentam na seguinte tabela:

  • 2ª PARTE: TRABALHO FINAL DE CURSO OU PROJETO (130 HORAS)

A última Fase do programa está destinada à realização do Trabalho Final de Curso, o qual se pode iniciar antes de finalizar a 1ª Parte: Disciplinas, pois nesse momento o aluno contará com os elementos desenvolvidos necessários para dar início ao trabalho.

O objetivo é apresentar um documento completo que apresente o desenvolvimento total do trabalho proposto, contemplando a possibilidade de sua execução específica, de acordo com os lineamentos e detalhes do Trabalho Final de Curso apresentado. O trabalho deve ser uma contribuição para alguns dos campos estudados ou a sua relação, tanto teórica quanto aplicada e respeitando as doutrinas, teorias e disciplinas relacionadas.

2ª PARTE: TRABALHO FINAL DE CURSO OU PROJETO (130 HORAS)
# DISCIPLINAS HORAS
1 TRABALHO FINAL DE CURSO OU PROJETO 130

Descrições dos Cursos

1ª PARTE: DISCIPLINAS

  1. ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

    Nesta disciplina estuda-se a anatomia e a fisiologia humana, exclusivamente sob o ponto de vista do Sistema Digestório.

    INTRODUÇÃO
    Anatomia do sistema digestório.
    ANATOMIA
    Anatomia da cavidade oral. Anatomia da faringe e do esôfago. Anatomia do estômago. Anatomia do fígado, a vesícula biliar e o pâncreas. Anatomia do intestino delgado. Anatomia do intestino grosso.
    SISTEMA DIGESTÓRIO
    Função básica do sistema digestivo. Controle da atividade gastrointestinal. Histologia geral do trato gastrointestinal. Cavidade bucal. Fases da digestão.
  2. NUTRIENTES I: MACRONUTRIENTES

    Breve visão da bioquímica hormonal e o estudo da bioquímica básica dos glicídios, lipídios e proteínas.

    GLICÍDIOS
    Composição química e classificação dos glicídios: monossacarídeos, oligossacarídeos, polissacarídeos. Funções dos glicídios. Generalidades sobre a digestão dos glicídios. Absorção de glicídios. Glicídios assimiláveis. Glicídios não assimiláveis: a fibra alimentar. Aspectos bioquímicos: catabolismo e anabolismo de glicídios. Aspectos nutricionais dos glicídios. Necessidades e ingestões recomendadas. Fontes de glicídios
    LIPÍDIOS
    Composição química e classificação dos lipídios: ácidos graxos, hololipídios, heterolipídios. Funções dos lipídios. Generalidades sobre a digestão de gorduras. Absorção das gorduras. Aspectos bioquímicos: catabolismo e anabolismo de lipídios. Aspectos nutricionais dos ácidos graxos saturados e insaturados. Necessidades e ingestões recomendadas. O colesterol. Fontes de lipídios.
    PROTEÍNAS
    Composição química e classificação dos aminoácidos. Os peptídios: composição química. Estrutura, propriedades, classificação e funções das proteínas. Generalidades sobre a digestão de proteínas. Absorção de proteínas. Aspectos bioquímicos: catabolismo e anabolismo de proteínas. Papel dos aminoácidos no fígado e nos músculos. Balanço de nitrogênio. Aminoácidos essenciais. Qualidade nutricional das proteínas: valor biológico e cômputo protéico. Necessidades e ingestões recomendadas. Fontes de proteínas. As enzimas: conceito de biocatalisador. Estrutura e ação enzimática, especificidade, reações de oxidação-redução, classificação. Os hormônios.
  3. NUTRIENTES II: MICRONUTRIENTES

    Mediante esta disciplina pretende-se conhecer a bioquímica básica das vitaminas e dos minerais. Igualmente se tratará o balanço hídrico e sua importância.

    AS VITAMINAS
    Aspectos gerais sobre as vitaminas. Biodisponibilidade. Classificação das vitaminas. Vitaminas hidrossolúveis e lipossolúveis: estrutura e composição, absorção e metabolismo, considerações nutricionais (funções e fatores influentes na utilização nutricional), carências e excessos, necessidades e ingestões recomendadas e fontes vitamínicas. Pseudovitaminas. Provitaminas. Antivitaminas.
    SUBSTÂNCIAS MINERAIS
    Aspectos gerais sobre as substâncias minerais. Biodisponibilidade. Classificação das substâncias minerais. Microelementos: absorção e metabolismo, considerações nutricionais (funções), carências e excessos, necessidades e ingestões recomendadas e fontes minerais. A água: estrutura da molécula de água, funções biológicas, ciclo da água e requerimentos diários.
  4. ALIMENTOS

    Estudo dos diferentes grupos de alimentos sob um ponto de vista bromatológico e de aplicação tecnológica.

    OVOS E DERIVADOS
    Composição, estrutura e valor nutricional dos ovos. Embalamento e armazenamento. Intoxicação por ingestão de ovos. Derivados do ovo: processo de elaboração de ovoprodutos, aditivos autorizados.
    GORDURAS E ÓLEOS
    Composição e valor nutricional. Óleos vegetais: azeite de oliva e óleos de semente (composição e processo de elaboração). Óleos animais: óleo de peixe. Gorduras animais: classes, composição e processo de elaboração. Gorduras vegetais: classes e composição; principais características da margarina e processo de elaboração.
    LEITE E DERIVADOS
    O leite: composição e valor nutricional. Conservação, classificação e análise do leite. Derivados do leite: nata, manteiga, queijo, iogurte e sorvetes. Processos de elaboração de derivados lácteos.
    CARNES E DERIVADOS
    A carne: composição e valor nutricional. Qualidade da carne: proteínas e transformação do músculo em carne. Aspectos microbiológicos da carne. Industrialização e classificação das carnes. Vísceras e despojos, derivados de carne, carnes transformadas e não transformadas. Processos de elaboração. Análise de carnes e derivados. Aditivos autorizados.
    PESCADOS E DERIVADOS
    Espécies de pescados. Composição e valor nutricional. Transformação do músculo em carne. Classificação de pescados e processos de elaboração. Derivados de pescados. Análise de pescados. Aditivos autorizados. Mariscos e derivados: crustáceos e moluscos, composição, valor nutricional e classificação.
    CEREAIS, LEGUMINOSAS E TUBÉRCULOS
    Cereais: classes de cereais, composição e valor nutricional. Cereais matinais, farinhas e derivados. Processo de elaboração da farinha e do pão. Legumes: classificação de legumes, composição e valor nutricional. Tubérculos e derivados.
    VERDURAS, HORTALIÇAS E FRUTAS
    Verduras e hortaliças: preparo e cozimento de verduras. Composição, valor nutricional e classificação. Derivados das verduras e hortaliças. Frutas: composição, valor nutricional e classificação das frutas. Sucos e néctares, confecções de fruta e derivados.
    ESTIMULANTES
    Processo de elaboração do café. Composição do café tostado e dos derivados e sucedâneos do café. Chá: classificação e composição do extrato seco do chá. Cacau: composição e derivados do cacau. Processo de elaboração do cacau e do chocolate.
    EDULCORANTES, CONDIMENTOS E ESPECIARIAS
    Edulcorantes: açúcar, mel, xaropes, produtos de confeitaria. Sal: classes de sal. Vinagre. Condimentos e especiarias: valor nutricional e classificação das especiarias. Molhos.
    BEBIDAS
    Águas minerais e de mesa. Bebidas não alcoólicas. Classificação das bebidas alcoólicas: vinhos, produtos similares ao vinho, bebidas espirituosas e cervejas. Processo de elaboração do vinho e da cerveja.
    ADITIVOS ALIMENTARES
    Definição. Organismos reguladores dos aditivos. Classificação dos aditivos em função dos dados toxicológicos. Ingestão Diária Admissível, Ingestão Diária Per Capita e Ingestão Diária Potencial. Listas positivas. Critérios de avaliação da inocuidade de um aditivo alimentar. Classes de aditivos: substâncias que evitam alterações, substâncias que modificam os caracteres organolépticos, substâncias que modificam os caracteres físicos, corretivos de alimentos. Lista de aditivos autorizados na Espanha.
  5. NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO ORGANISMO HUMANO

    Realiza-se o estudo da célula e cálculo das necessidades energéticas através de fórmulas e métodos internacionais.

    CONCEITOS DE NUTRIÇÃO
    Definição de nutrição. Mecanismos de transporte: difusão simples, transporte mediado. A dietética.
    A CÉLULA
    Morfologia da célula eucariota: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Fisiologia celular: funções da Nutrição, relação e reprodução. Morfologia da célula procariota: as bactérias e as cianobactérias.
    NUTRIENTES
    Macronutrientes e micronutrientes. Nutrientes essenciais e não essenciais.
    OBTENÇÃO DE ENERGIA PELO ORGANISMO
    Conversão da energia química em energia de trabalho corporal. energia metabolizável.
    VALOR ENERGÉTICO DOS ALIMENTOS
    A bomba calorimétrica. energia proporcionada pelos alimentos.
    NECESSIDADES ENERGÉTICAS DO ORGANISMO
    Componentes do gasto energético total: metabolismo basal, atividade física e efeito térmico dos alimentos. Quantificação dos gastos energéticos: calorimetria direta e indireta.
    INGESTÕES RECOMENDADAS DE NUTRIENTES E OBJETIVOS NUTRICIONAIS
    Requerimentos nutricionais. Ingestões recomendadas de nutrientes na lactância, na infância, na adolescência e às gestantes e lactantes. Considerações práticas das ingestões recomendadas. Objetivos nutricionais para a população espanhola.
    GUIAS ALIMENTARES.
    Pirâmide alimentar: estrutura e porção alimentar. Guia alimentar do consumidor.
  6. TABELAS DE COMPOSIÇÃO ALIMENTAR E ELABORAÇÃO DE DIETAS

    Trata-se de obter um primeiro contato com as Tabelas de composição de alimentos para ver suas aplicações, limitações, etc. Em uma segunda parte se estudará como deve-se realizar uma dieta.

    GRUPOS DE ALIMENTOS
    Introdução. Grupos de alimentos segundo a FAO/OMS. Grupos de alimentos segundo outros critérios. Gamas de produtos.
    TABELAS DE COMPOSIÇÃO DE ALIMENTOS
    Introdução. Evolução histórica. Usos e aplicações. Elaboração e projeto. Seleção de alimentos e nutrientes. Fontes de dados. Expressão de dados. Fontes de variabilidade e erro. Fatores intrínsecos ao alimento. Fatores de tipo metodológico. Conteúdo das tabelas de composição. Conteúdos básicos. Conteúdos de apoio. Erros mais freqüentes no uso das tabelas de composição dos alimentos.
    ELABORAÇÃO DE DIETAS
    Introdução. Pautas de acompanhamento na elaboração de uma dieta. Sistema de tabelas de alimentação. Sistema de porções ou de equivalência. Tabela de porções ou de equivalência. Equivalências em peso. Equivalência por porções. Valores normais analíticos. Pesos ideais. Procedimento a ser seguido na elaboração de uma dieta.
    TIPOS DE DIETAS
    Dietas absurdas. Dietas tóxicas. Dietas de emagrecimento não equilibradas. Dietas monótonas. Práticas dietéticas do islamismo. Práticas dietéticas do judaísmo. Práticas dietéticas do hinduísmo.
  7. NUTRIÇÃO EM SITUAÇÕES FISIOLÓGICAS

    Informação de como uma pessoa deve-se alimentar em diferentes estágios evolutivos: gestação, lactação, infância, pré-adolescência, adolescência e na velhice.

    NUTRIÇÃO E GESTAÇÃO
    Introdução. Ajustes fisiológicos durante a gestação. Ingestões recomendadas. Cardápios para gestantes. Problemas relacionados à Nutrição na gestação. Considerações sobre o efeito do álcool, fármacos e tabaco na gestação. Conselhos práticos para a gestante.
    NUTRIÇÃO E LACTAÇÃO
    Introdução. Características fisiológicas da lactação. Ingestões recomendadas. Cardápios para mulheres lactantes. Considerações gerais sobre o álcool, fármacos, tabaco e alguns componentes dietéticos na lactação. Vantagens da lactação natural. Declaração de Innocenti.
    NUTRIÇÃO INFANTIL
    Introdução. Crescimento. Período de amadurecimento nutricional. Socialização e maturação psicológica. Nutrição do lactente. Lactância artificial. Alimentação complementar. Ingestões recomendadas. Calendário de alimentação durante o primeiro ano de vida. Cardápio padrão em diferentes etapas da lactância.
    NUTRIÇÃO NA PRÉ-ADOLESCÊNCIA
    Nutrição na idade maternal: características fisiológicas e psicológicas, ingestões recomendadas, guia dietético, cardápio-padrão. Nutrição na idade pré-escolar e escolar: Características fisiológicas e psicológicas, ingestões recomendadas, guia dietético, cardápio-padrão. O refeitório escolar e sua função socializadora.
    NUTRIÇÃO NA ADOLESCÊNCIA
    Introdução. Características fisiológicas e psicológicas. Fatores que condicionam a dieta do adolescente. Ingestões recomendadas. Recomendações alimentares. Recomendações gerais. Problemas nutricionais na adolescência.
    NUTRIÇÃO E VELHICE
    Introdução. Características fisiológicas da velhice. Ingestões recomendadas. Cardápios para a terceira idade. Desnutrição: fatores de risco, conseqüências, prevenção. A atividade física na velhice. Fármacos na velhice. Outros fatores que intervêm na nutrição na terceira idade. Ações-chave para uma melhor alimentação do idoso.
  8. NUTRIÇÃO EM SITUAÇÕES PATOLÓGICAS DE GRANDE PREVALÊNCIA

    Estudo das enfermidades de obesidade, diabetes, hipertensão arterial, arterosclerose, osteoporose, câncer, saúde bucodental, constipação intestinal e álcool e nutrição.

    OBESIDADE
    Definição e prevalência. Quantificação da obesidade. Composição corporal e tipos de obesidade. Fisiologia do tecido adiposo. Etiopatogenia da obesidade. Obesidade e riscos para a saúde. Tratamento de emagrecimento. Dieta de manutenção.
    DIETA E DIABETES
    Definição e critérios de diagnóstico. Prevalência. classificação. Alterações metabólicas . Tratamento do paciente diabético.
    NUTRIÇÃO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL
    Conceito. Prevalência. Diagnóstico. Bases fisiológicas da pressão arterial. Classificação e fisiopatologia. Efeitos da hipertensão arterial. Tratamento.
    NUTRIÇÃO E ATEROSCLEROSE
    Introdução. Fases de formação do ateroma. Fatores de risco. Manifestações clínicas. Prevenção e Tratamento da enfermidade cardiovascular.
    OSTEOPOROSE
    Constituição do osso. Dinâmica óssea. Regulação endócrina do cálcio. Etiologia. Prevalência. Evolução fisiológica da estrutura óssea. Fatores de risco. Prevenção e Tratamento.
    NUTRIÇÃO E CÂNCER
    Introdução. processos de cancerogênese por agentes químicos. Influência da Nutrição no processo de cancerogênese. Recomendações alimentares na prevenção do câncer. Nutrição e câncer.
    SAÚDE BUCODENTAL E NUTRIÇÃO
    Introdução. Bases morfológicas e fisiológicas do dente. Cáries dental: evolução, etiologia, patogenia e prevenção. Enfermidade periodontal: evolução, sintomatologia, fisiopatologia e nutrição, prevenção e tratamento.
    CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
    Características gerais, sintomatologia e prevalência. Etiologia e fisiopatologia. Tratamento nutricional e alimentar. Considerações farmacológicas.
    ÁLCOOL E NUTRIÇÃO
    Introdução. Aspectos digestivos e metabólicos do álcool. Considerações nutricionais sobre o álcool. Álcool e estado nutricional.
  9. HIGIENE DOS ALIMENTOS

    Por meio desta disciplina, pretende-se proporcionar uma visão da higiene industrial alimentar sob o ponto de vista microbiológico e parasitológico.

    INTRODUÇÃO GERAL
    Relação da higiene dos alimentos com outras ciências. Fundamentos da higiene. Origem das alterações dos alimentos.
    PARASITOLOGIA GENERAL
    Introdução. A água de bebida. Parasitos na carne de animais de abate. Parasitos no pescado. Artrópodes contaminantes de alimentos.
    MICROBIOLOGIA NA HIGIENE DOS ALIMENTOS
    Conceitos gerais sobre bactérias, fungos e vírus. Fatores que favorecem a proliferação microbiana: pH, atividade da água, potencial redox, oxigênio, composição do alimento, temperatura, pressão de vapor e atmosfera de conservação. Análise de riscos e controle de pontos críticos. Infecções, intoxicações e toxiinfecções alimentares. Contaminação abiótica. Microbiologia e higiene de grupos de alimentos.
    CONSERVAÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS ALIMENTOS
    Princípios gerais sobre a conservação dos alimentos. A embalagem. Durabilidade de um produto.
    HIGIENE DOS ALIMENTOS
    A tomada de amostras em higiene dos alimentos: amostragem e seleção da amostra. Boas práticas na elaboração e na manipulação dos alimentos. A higienização: técnicas, detergentes, desinfectantes.
    REQUISITOS HIGIÊNICO - SANITÁRIOS
    Higiene nas fábricas. Higiene nos armazéns e nos centros de distribuição. Higiene nos estabelecimentos de venda. Higiene nos restaurantes.
  10. TOXICOLOGIA ALIMENTAR

    Expõe-se a terminologia própria da toxicologia, bem como das toxinfecções alimentares mais freqüentes e informação útil neste campo.

    INTRODUÇÃO
    Definição de toxicidade. Tipos de intoxicação. Definição e tipos de compostos tóxicos. Fatores que modificam a toxicidade. O fenômeno tóxico: características e fases.
    AVALIAÇÃO TOXICOLÓGICA
    Conceitos de IDA, LRM e ISTP. Testes toxicológicos. Coleta de informação.
    SUBSTÂNCIAS TÓXICAS DE ORIGEM NATURAL NOS ALIMENTOS
    Definição e tipos de tóxicos naturais. Substâncias antinutritivas: inibidores enzimáticos, antiminerais, antivitaminas, tóxicos dos alimentos, álcool etílico, aminas biógenas, toxinas dos animais.
    SUBSTÂNCIAS TÓXICAS DE ORIGEM FÚNGICA
    Origem das micotoxinas. Condicionantes para a produção de micotoxinas. Incidências das micotoxinas no organismo. Fungos capazes de produzir micotoxinas. Substâncias mutagênicas e carcinogenéticas de origem fúngica. Toxicidade das micotoxinas.
    INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA TOXICOLOGIA DOS ALIMENTOS
    Preparo e conservação dos alimentos: cocção, refrigeração, armazenamento, materiais em contato com os alimentos.
    TOXICIDADE DOS RESÍDUOS INDUSTRIAIS NOS ALIMENTOS
    Hidrocarbonetos clorados: PCB, TCDD. Metais pesados.
    TOXICIDADE DOS RESÍDUOS DE PESTICIDAS NOS ALIMENTOS
    Definição e características dos pesticidas. Resíduos de pesticidas presentes nos alimentos: organoclorados, organofosforados, carbamatos.
    RESÍDUOS DE MEDICAMENTOS NOS ALIMENTOS
    Origem e risco dos resíduos de medicamentos. Principais medicamentos de uso em animais destinados ao consumo.
  11. FITOTERAPIA

    Estudo das diferentes formas de preparo, as drogas principais e a aplicação destas com benefícios fitoterapêuticos.

    INTRODUÇÃO
    Conceito e conteúdo da fitoterapia. História da fitoterapia. Novas tendências.
    CONSTITUINTES QUÍMICOS DAS DROGAS
    Generalidades. Glicídios. Saponinas. Heterosídeos fenólicos monocíclicos. Heterosídeos cumarínicos. Heterosídeos flavônicos. Heterosídeos antociânicos. Taninos. Heterosídeos antraquinônicos e naftoquinonas. Heterosídeos cardiotônicos. Heterosídeos sulfurosos e cianogenéticos. Lipídios. Óleos essenciais. Resinas e derivados. Alcalóides. Outros.
    DA PLANTA AO PREPARO GALÊNICO
    Técnicas de obtenção, coleta, secagem e armazenagem da droga. Diferentes formas de preparo galênico: tinturas mães, sucos ou sumos, infusão, tisana, decocção, extratos.
    FITOTERAPIA APLICADA
    Fitoterapia do Sistema Nervoso Central: depressores centrais, estimulantes centrais, antipiréticos. Fitoterapia da dor e da inflamação. Fitoterapia do aparelho respiratório: antitussígenos, drogas ativas nas vias respiratórias baixas, drogas ativas nas vias respiratórias altas. Fitoterapia genito-urinária: diuréticos, antissépticos urinários, antiprostáticos. Fitoterapia do aparelho digestório: drogas de atuação ao nível do estômago, drogas ativas em nível intestinal, drogas ativas em nível hepatobiliar. Fitoterapia do metabolismo: eméticos e antieméticos, hipolipemiantes, tônico - vitalizantes, vitaminas, fitoterapia antiobesidade. Fitoterapia cardiovascular: cardiotônicos, antiarrítmicos, vasodilatadores coronários, anticoagulantes e antiagregantes, anti-hipertensivos. Fitoterapia dermatológica: antissépticos e cicatrizantes, hemostáticos, protetores.
    MONOGRAFIAS DO APARELHO DIGESTÓRIO, METABOLISMO E APARELHO GENITO-URINÁRIO
    Aparelho digestório: carminativos e estomacais, laxantes e purgantes, antidiarréicos, coleréticos, hepatoprotetores. Metabolismo: tônicos - vitalizantes. Aparelho genito-urinário: diuréticos, antiprostáticos.
    LEGISLAÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS
    Evolução da legislação das plantas medicinais. Lei do medicamento.

2ª PARTE: TRABALHO FINAL DE CURSO OU PROJETO

A última Fase do programa está destinada à realização do Trabalho Final de Curso, o qual pode ser iniciado com antecedência ao final da 1ª Parte: Disciplinas, pois é nesse momento que o aluno contará com os elementos necessários para dar início ao trabalho.

O objetivo é apresentar um documento completo que mostre o desenvolvimento total do trabalho proposto, contemplando a possibilidade de sua execução concreta, de acordo aos esboços e detalhes do Trabalho Final de Curso apresentado. O trabalho deve ser uma contribuição para alguns dos campos estudados ou sua relação, tanto teórica como aplicada e respeitando as doutrinas, teorias e disciplinas relacionadas.


Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode ser submetido a ligeiras modificações, em função de atualizações ou melhorias efetuadas.

Direção

Direção Acadêmica Geral

  • Prof. Dr. D. José Mataix Verdú(in memoriam): Diretor do Instituto de Nutrição e Tecnologia dos Alimentos da Universidad de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundação Universitária Iberoamericana.

Coordenação Geral Acadêmica

  • Sra. Irma Domínguez Azpíroz. Coordenadora Internacional.

Diretores Acadêmicos Nacionais

Chile

  • Prof. Dr. D. Fernando Mönckeberg Barros: Decano da Faculdade de Ciências da Universidad Diego Portales (Chile). Presidente da Coorporação para a Nutrição Infantil (CONIN).

Equador

  • Prof. Dr. D. Washington Benítez: Diretor do Centro Internacional de Zoonoss. Universidad Central del Ecuador.

México

  • Prof. Dra. Da. Bárbara Vizmanos Lamotte: Professora e Pesquisadora do CUCS, Departamento de Reprodução Humana, Crescimento Desenvolvimento Infantil. Universidad de Guadalajara (México).

Peru

  • Prof. Dr. D. Miguel Santillana Cantella: Diretor da Escola de Nutrição da Universidad Cientifica del Sur (Peru).
  • Prof. Dr. D. Alberto Peña Hernández: Professor Titular de Pediatria e Nutrição Infantil da Universidad de Piura (Peru).

Professores e Autores

Anatomia e Fisiologia do Sistema Digestório

  • Dr. Emilio Martínez de Vitoria. Catedrático de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada
  • Sra. Gloria Rodríguez Vall-llovera. Licenciada em Farmácia pela Universidade de Barcelona.

Nutrientes I: Macronutrientes

  • Dr. Fermín Sánchez de Medina Contreras. Catedrático de Bioquímica. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Sonia Ballarín Alins. Licenciada em Bioquímica pela Universidade de Barcelona. Licenciada em Farmácia pela Universidade de Barcelona.

Nutrientes II: Micronutrientes

  • Dra. Mercedes Barrionuevo Díaz. Professora Titular de Fisiologia. Professora da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Sonia Ballarín Alins. Licenciada em Bioquímica pela Universidade de Barcelona. Licenciada em Farmácia pela Universidade de Barcelona.

Alimentos

  • D. Eduard Solanes Foz. Licenciado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela Universidade de Barcelona. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentares pela Universidade Politécnica de Catalunha.
  • Sra. Elena Rodríguez Vall-llovera. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentares pela Universidade Politécnica de Catalunha.

Necessidades Nutricionais do Organismo Humano

  • Dr. José Mataix Verdú (in memoriam). Catedrático de Fisiologia da Universidad de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundación Universitaria Iberoamericana.
  • Dr. Juan Llopis González. Professor Titular de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Dr. (c) Iván Iglesias Cid. Professor da Faculdade de Nutrição Humana e Dietética da Universidade Ramon Llull (Barcelona).

Tabelas de Composição de Alimentos e Elaboração de Dietas

  • Dr. José Mataix Verdú (in memoriam). Catedrático de Fisiologia da Universidade de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundação Universitária Iberoamericana.
  • Dr. Juan Llopis González. Professor Titular de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Dr. (c) Iván Iglesias Cid. Professor da Facultade de Nutrição Humana e Dietética da Universidad Ramon Llull (Barcelona).
  • Sra. Sandra Sumalla Cano. Licenciada em Ciência e Tecnologia de los Alimentos, Universidad de Barcelona. Diplomada em Nutrição Humana e Dietética, Universidade de Barcelona.
  • Sra. Irma Domínguez Azpíroz. Diplomada em Nutrição Humana e Dietética, Universidad de Navarra.

Nutrição em Situações Fisiológicas

  • Dra. Margarita Sánchez Campos. Catedrática de Fisiologia. Subdiretora da Escola de Nutrição da Universidad de Granada.
  • Dra. Magdalena López Frías. Professora Titular de Fisiologia. Secretaria da Escola de Nutrição da Universidad de Granada.

Nutrição em Situações Patológicas de Grande Prevalência

  • Dr. José Mataix Verdú (in memoriam). Catedrático de Fisiologia da Universidade de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundación Universitaria Iberoamericana.
  • Dr. Luis García Torres. Professor Titular de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidad de Granada.

Higiene dos Alimentos

  • Sra. Elena Rodríguez Vall-llovera. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrarias e Alimentícias, Universidad Politécnica de Cataluña.
  • Sr. Eduard Solanes Foz. Licenciado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Universidad de Barcelona. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentícias, Universidad Politécnica de Cataluña.

Toxicologia Alimentar

  • Dr. Fernando Gil González. Professor Titular de Toxicologia. Profesor da Escola de Nutrição da Universidad de Granada.
  • Sra. Nuria Rodríguez González. Licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Universidad de Barcelona. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentícias, Universidad Politécnica de Cataluña. Mestre em Administração e Direção de Empresas Agroalimentícias pela Universidad de Barcelona - I.G.I.A.

Fitoterapia

  • Sra. María Rafaela Rosas Morales. Licenciada em Ciência e Tecnología dos Alimentos, Universidad de Barcelona. Licenciada em Farmácia, Universidad de Barcelona. Mestre em Administração e Direção de Empresas Agroalimentícias pela Universidad de Barcelona - I.G.I.A.

Legislação Alimentar

  • Dr. (c) Iván Iglesias Cid. Professor da Faculdade de Nutrição Humana e Dietética da Universidad Ramon Llull (Barcelona).
  • Sra. Sandra Sumalla Cano. Licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Universidad de Barcelona. Diplomada em Nutrição Humana e Dietética, Universidad de Barcelona.

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.