Gestão de Resíduos

Apresentação do Programa

Atualmente, os resíduos sólidos converteram-se num dos problemas mais preocupantes para a conservação do meio ambiente, já que chegaram a níveis nos quais se estabelece seriamente a necessidade de sua coleta e eliminação. Nesse contexto, os resíduos não podem ser abandonados em qualquer parte, sem nenhuma precaução, nem ser enterrados ou lançados ao mar ou a um rio.

O problema dos resíduos deve se enfocado hoje em dia por canais que levem a seu correto tratamento visando-se preservar o entorno natural que envolve o homem.

A partir de um enfoque eminentemente prático, o programa de Gestão de Resíduos aborda os temas mais relevantes vinculados à gestão de resíduos, oferecendo exemplos atuais e práticos, e dando destaque a todas aquelas técnicas preventivas e corretivas destinadas a reduzir a contaminação e o impacto ambiental.

A quem é dirigido

O Programa de Gestão de Resíduos foi criado especialmente para satisfazer a dois tipos diferentes de grupos:

  • Pessoas sem uma titulação universitária que, por suas próprias características pessoais ou experiência, podem alcançar uma formação de qualidade neste campo.
  • Titulados superiores que, além da formação de base, desejam uma especialização prática no campo ambiental para que tenham possibilidade de ampliar suas aberturas profissionais.

Titulação

Ao finalizar o Programa com êxito, o aluno receberá um diploma expedido pela Universidade na qual tenha se matriculado com o patrocínio da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).

Estrutura do Programa

A duração estimada do programa de Gestão de Resíduos é de 300 horas (30 créditos)1:

Com relação à distribuição do tempo, estabelece-se que:

  • Por ser um Programa a distância e não estar sujeito à formação de classes presenciais, não se estabelece uma data concreta de início, razão pela qual o aluno possa formalizar sua matrícula a qualquer momento, sempre que haja vagas disponíveis.
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem, dispõe-se de uma duração mínima de três meses para realizar o Programa, contabilizada a partir da data de entrega dos dois primeiros volumes até à data de recepção do último exercício de avaliação.
  • O tempo máximo do qual se dispõe para realizar o Programa é de seis meses. Nesse período de tempo, o aluno deve ter entregue todas as avaliações correspondentes às disciplinas.

A estrutura de créditos do programa de Gestão de Resíduos é contemplada na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplinas 30 6 300

a. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula 
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivos geral:

  • Conseguir os conhecimentos básicos necessários para realizar uma correta gestão de resíduos, desde as técnicas de minimização e seleção até a complexidade dos tratamentos e formas de valorização.

Objetivos específicos:

  • Apresentar uma série de conhecimentos quanto à conveniência e à necessidade de se efetivar boas práticas e uma correta gestão integral dos resíduos sólidos, por meio de técnicas destrutivas, de recuperação, reutilização, reciclagem e depósito em aterro sanitário.
  • Formalizar os aspectos mais relevantes visando a implantação de programas de valorização e minimização na geração de resíduos em âmbitos doméstico e profissional.
  • Conhecer as responsabilidades dos diversos agentes envolvidos: produtor, transportador, gestor e administrador.
  • Avaliar os impactos ambientais e o consumo de energia associados à geração de resíduos: contaminação do solo, da água, do ar, geração de odores, etc.
  • Caracterizar um resíduo para sua catalogação.
  • Entender o funcionamento das Bolsas de Subprodutos.
  • Conhecer o âmbito normativo atual e as principais tendências em matéria legislativa aplicáveis aos resíduos em todos os âmbitos.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do programa de Gestão de Resíduos são as seguintes:

  • Ocupação em prefeituras como técnico/assessor em gestão de resíduos.
  • Operário em instalações de compostagem e em estações de transferência.
  • Trabalho em gestão e controle de aterro sanitários.
  • Consultor ambiental na área dos resíduos.
  • Docência.

Plano de estudos

O programa de Gestão de Resíduos se compõe de seis disciplinas, incluindo casos práticos de tratamento e valorização de resíduos.

As disciplinas permitem conhecer e compreender, em primeiro lugar, os fundamentos teóricos, conceituais e históricos implicados na gestão dos resíduos e, em segundo lugar, sua implementação organizacional, social e tecnológica.

O objetivo é fazer com que os alunos adquiram uma visão global da gestão dos resíduos, através de diferentes temáticas multidisciplinares relacionadas.

As disciplinas e créditos correspondentes ao programa de Gestão de Resíduos são mostradas na seguinte tabela:

Essas disciplinas, embora independentes entre si, estão estruturadas de acordo com uma coerente ordem pedagógica, que facilita uma compreensão que parte da menor para a maior complexidade. Cada disciplina se divide em unidades temáticas básicas ou capítulos, cujo conteúdo engloba material impresso que se deve estudar para responder satisfatoriamente os testes de avaliação.

Descrições dos Cursos

  1. RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU)

    Com um enfoque eminentemente técnico, define-se o conceito de Resíduo Sólido Urbano (RSU), descrevendo-se todas as fases que se sucedem desde que caracterizado como tal até ser valorizado, seja sob a forma material ou energética, ou ainda, dispondo-se como rejeito em aterro sanitário. Neste sentido, são apresentadas as pautas para que se possa discernir entre quais as opções de gestão mais sustentáveis e quais as mais prejudiciais ao meio.

    INTRODUÇÃO
    Os resíduos sólidos ao longo da História. Os resíduos sólidos em nossos dias. Que são resíduos sólidos? Tendências futuras na gestão de resíduos sólidos. Que são resíduos sólidos urbanos (RSU)? Produção de resíduos sólidos urbanos. Caracterização dos resíduos sólidos urbanos. Características químicas dos resíduos sólidos urbanos. Características biológicas dos resíduos sólidos urbanos.
    RESIDUOS SÓLIDOS URBANOS
    Introdução. Gestão dos resíduos sólidos urbanos. Tratamento de RSU. Plantas de reciclagem ou de recuperação seletiva de RSU. Caso prático: implantação de uma instalação hipotética de tratamento integral de RSU para vários municípios. Pré-coleta de RSU seletiva e não seletiva: vidro, papel, plásticos, metais, matéria orgânica e grandes produtores. Apresentação definitiva dos resíduos: sacolas descartáveis, cubos de duas rodas e contenedores. Impacto ambiental na pré-coleta de resíduos sólidos urbanos. Coleta e transporte de RSU: manual, mecanizada, pneumática e em contenedores subterrâneos. Coleta seletiva e não seletiva de RSU. Impacto ambiental na coleta de resíduos sólidos urbanos. Casos práticos.
    ATERRO SANITÁRIO PARA RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
    Desenho de um aterro sanitário. Exploração de um aterro sanitário. Gestão de lixiviados: reciclagem, evaporação e tratamento de lixiviados (biológicos, químicos e físicos). Gestão dos gases produzidos em um aterro sanitário e do possível aproveitamento energético. Fechamento de um aterro sanitário. Caso prático: impacto ambiental de um aterro sanitário de RSU. Identificação de impactos sobre o meio e medidas de proteção e correção.
    INCINERAÇÃO DE RSU COM RECUPERAÇÃO ENERGÉTICA
    Introdução. Incineração de RSU: aspectos a considerar, vantagens, inconvenientes e fatores determinantes na implantação de um sistema de incineração de resíduos. Análise de uma usina de incineração. Incidência ambiental da incineração de RSU. Caso prático: exemplo de cálculo dos custos de funcionamento de uma usina incineradora de RSU com recuperação de calor
    OUTROS PROCESSOS DE VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DE RSU
    Introdução. Pirólise. Metanização: plantas de metanização e suas aplicações. Termólise: fases e aplicações.
    VALORIZAÇÃO MATERIAL DE RSU: A COMPOSTAGEM
    Introdução. O composto: propriedades e tipos. O processo de compostagem. As plantas de compostagem. Caso prático: estudo de uma planta de compostagem municipal.
  2. RESÍDUOS INDUSTRIAIS

    Faz-se uma classificação dos resíduos industriais, avaliando-se aspectos como caracterização, coleta, transporte, etc. Do mesmo modo, incide-se sobre a minimização como ferramenta preventiva na gestão e na incorporação de tecnologias limpas e sobre a adoção de boas práticas nas atividades industriais. Por sua vez, são detalhadamente expostas as diferentes técnicas de tratamento dado a este tipo de resíduos: fisicoquímico, biológico e térmico.

    INTRODUÇÃO
    Conceitos gerais e classificação dos resíduos industriais. Relação entre atividade industrial e contaminação de solos. Produção de resíduos industriais. Tendências futuras na gestão de resíduos industriais.
    GESTÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
    Introdução. Caracterização dos resíduos industriais. Documentação necessária à formalização da gestão de resíduos industriais. Coleta e transporte de resíduos industriais. Centros de armazenamento de resíduos industriais incineráveis.
    EMBALAGENS E RESÍDUOS DE EMBALAGENS
    Antecedentes. Avaliação ambiental das embalagens industriais e de seus resíduos. Os sistemas de gestão ambiental aplicados à indústria de embalagens. Planos de prevenção para recipientes e embalagens.
    ANÁLISE DO CICLO DE VIDA
    Introdução. Definição de ACV. Estrutura de uma ACV. Aplicação da ACV à gestão de resíduos industriais. Aplicação da ACV ao desenho de ecoprodutos: As embalagens. O selo ecológico europeu. Fases a seguir para a obtenção do selo ecológico.
    MINIMIZAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
    As tecnologias "end of the pipe" e a minimização. Ações prévias à minimização (DAOM). Redução na origem: modificação do produto, otimização do processo, boas práticas e utilização de tecnologias limpas. Reciclagem na origem.
    VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
    Comercialização de resíduos industriais: a Bolsa de subproductos de Catalunya (BSC) como caso particular. Programas de gestão de resíduos tóxicos e perigosos. Centros de reacondicionamento.
    TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL DO REJEITO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
    Tratamentos físico-químicos: tratamentos físicos, neutralizações, precipitações químicas, oxidações e reduções químicas, solidificações. Tratamentos biológicos: substâncias facilmente biodegradáveis e substâncias que inibem a atividade bacteriana. Tratamento térmico: forno de raios infra-vermelhos, forno de leito fluido, pirolisador elétrico, sistemas de plasma e de oxidação em água supercrítica, forno solar. Depósitos de segurança: características construtivas e critérios de gestão.
  3. RESÍDUOS RURAIS

    Define-se conceito de resíduo rural, tipos e problemática ambiental associada à geração. Por exemplo, no caso dos resíduos agrícolas, menciona-se especialmente a contaminação por praguicidas e, no caso dos resíduos da pecuária, na contaminação do solo por despejo de chorume.

    RESÍDUOS RURAIS AGRÁRIOS
    Resíduos orgânicos: o adubo verde e a compostagem. Resíduos de produtos fitossanitários. Normas para minimizar a produção de resíduos de praguicidas: planejamento, transporte, armazenagem, derrames e escapes, reembalagem, praguicida diluído sobrante. Normas para a correta eliminação dos resíduos de praguicidas: tipos de resíduos, métodos de eliminação. Normativa relacionada à utilização ambiental de praguicidas. Resíduos de fertilizantes. Resíduos de cultivos protegidos. Resíduos agroalimentícios.
    RESÍDUOS RURAIS DA PECUÁRIA
    Introdução. Aplicação agrícola dos lodos de Estação de Tratamento de Esgotos. O esterco. O chorume: gestão e tratamento. Impacto ambiental produzido pelos resíduos da pecuária. Problemática dos resíduos da pecuária: água, ar e solo. Caso prático: gestão de chorume em uma granja de reprodução suína de ciclo fechado.
  4. RESÍDUOS SANITÁRIOS

    Neste capítulo, reforça-se a importância para a saúde pública e para o meio ambiente de uma correta gestão dos resíduos sanitários, expondo-se como caso particular a gestão de resíduos laboratoriais.

    DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE RESÍDUOS SANITÁRIOS
    Definições prévias, classificação legal dos resíduos sanitários. Problemática dos resíduos sanitários. Problemas que implicam para a saúde pública e possíveis riscos.
    GESTÃO DE RESÍDUOS SANITÁRIOS
    Modelos básicos de gestão de resíduos sanitários: clássico e avançado. Gestão intracentro e extracentro de resíduos sanitários. Eliminação de resíduos sanitários. Tratamentos destrutivos de eliminação: incineração. Tratamentos destrutivos de eliminação: esterilização (por vapor, por ozonização, por microondas e por aplicação de produtos químicos).
    UM CASO PARTICULAR: GESTÃO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS
    Passos a seguir visando a correta gestão de resíduos laboratoriais. Normas de segurança a serem observadas pelos manipuladores de resíduos laboratoriais.
  5. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

    São expostas as ferramentas metodológicas e de aprendizagem para desenvolvimento da educação ambiental no que se refere aos RSU, tanto ao nível escolar como ao nível de população adulta.

    EDUCAÇÃO AMBIENTAL E RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
    Generalidades. Ferramentas de promoção e de participação. Campanhas públicas de sensibilização. A educação ambiental para adultos e na escola. Guia ambiental para a redução de RSU em um município: o problema dos resíduos e conselhos práticos para reduzir a geração de resíduos.
  6. LEGISLAÇÃO

    Compêndio das principais leis referentes aos RSUs.

    INTRODUÇÃO
    Política ambiental. Legislação ambiental. Normativa ambiental. Princípios jurídico-ambientais.
    NORMATIVA SOBRE RESÍDUOS
    Compêndio de normativas. Normativas de interesse. O Plano nacional de resíduos urbanos. Exemplo de normativa de interesse sobre resíduos industriais. Resíduos sanitários. Normativa do eco-selo.

Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode estar submetido a ligeiras modificações, em função das atualizações ou das melhoras efetuadas.

Direção

  • Dr. Antonio Maya Frades. Doutor em Geografia. Professor da Universidade de León, Espanha.
  • Dra. Leonor Calvo Galván. Doutora em Ciências Biológicas. Professora da Universidade de León, Espanha.
  • Dr. Xavier Elías Castells. Doutor em Engenharia Industrial. Diretor da Bolsa de Subprodutos da Catalunha, Espanha.
  • Dr. Alexandre Rivas. Ph.D. em Economia – Diretor do Centro de Ciências do Ambiente – Universidade Federal do Amazonas, Brasil.
  • Engº. Omar Gallardo. Engenheiro Civil de Minas. Professor da Universidade de Santiago do Chile, Chile.
  • Dra. Rosalba Guerrero Aslla. Doutora em Engenharia Metalúrgica. Professora da Universidade de Piura, Peru.
  • Engª. Icela Márques de Rojas. Engenharia Civil. Professora da Universidade Tecnológica do Panamá, R. P. Panamá.
  • Mtra. Emilia Gámez Frías. Professora da Universidade de Guadalajara, México.
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Doutor em Engenharia de Projetos, pela Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha, Mestre em Gerenciamento de projeto e de desenho, pela Politécnica de Milán, Itália. Professor da Universidad de Buenos Aires, Argentina. Diretor da Fundación Universitaria Iberoamericana (FUNIBER) Argentina.
  • Dr. Oscar Arizpe Covarrubias. Chefe do Laboratorio Ecologia de Sistemas Costeiros. Professor-Pesquisador Titular C de Dedicação Exclusiva, Chefe do Laboratorio Universidad Autónoma de Baja California Sur.

Professores e Autores

  • Dr. José Ulises Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UPC).
  • Dr. Otoniel A. Sanabria Artunduaga. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UNAL).
  • Dr. (c). D. Eduardo García Villena. Engenheiro Industrial e Mestre em Engenharia Ambiental (UPC).
  • Dr. (c). D. Kilian Tutusaus Pifarré. Licenciado em Ciências do Mar (ULPGC).
  • Ing. Diana I. Quintero Torres. Mestre em Engenharia Ambiental (Universidade Nacional de Colômbia).

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.