Alimentação e Dietética Clínica

Apresentação do Programa

O sistema sanitário se fundamenta na cura, deixando em segundo plano a prevenção. Mas é necessário destacar que em termos econômicos os adequados programas de prevenção nos ajudariam a reduzir o gasto atual de Saúde, focalizado em sua grande maioria para os tratamentos paliativos ou curativos. É por isso que com a ajuda da nutrição é possível reduzir os gastos e prevenir a prevalência de enfermidades, bem como melhorar a qualidade de vida.

Com o programa de Alimentação e Dietética Clínica, pretende-se recolher informação atualizada respeito ao tratamento dietético das enfermidades mais estreitamente relacionadas com a alimentação.

A quem é dirigido

A metodologia de formação proposta somada à clareza, amplitude e didática do desenho dos conteúdos permite dirigir o programa de Alimentação e Dietética Clínica a profissionais que desenvolvam sua atividade em postos relacionados com a saúde, a indústria ou empresas que queiram especializar-se nesta temática.

O programa de Alimentação e Dietética Clínica tem como destinatários:

O programa de Alimentação e Dietética Clínica será um complemento ideal para enriquecer qualquer formação de graduação ou de pós-graduação para alguém interessado em especializar-se em temas de saúde e nutrição.

  • Universitários e não-universitários que desejam adquirir conhecimentos básicos sobre a área da alimentação, dietética e dietoterapia;
  • Todos aqueles profissionais da saúde, da indústria ou de empresas privadas que querem consolidar seus conhecimentos para aplicá-los em seu ambiente de trabalho.

Titulação

O Diploma será enviado ao aluno(a) uma vez finalizado o programa e formalizados os pagamentos pertinentes.

O título será expedido pela universidade onde o aluno tenha-se matriculado com o patrocínio da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).

Estrutura do Programa

A duração estimada para a realização do programa de Alimentação e Dietética Clínica é de 200 horas (20 créditos).

A respeito da distribuição do tempo, estabelece-se que:

  • Por ser um programa à distância e não estar sujeito a aulas presenciais, não se estabelece uma data específica de início, o que faz com que o aluno possa formalizar a matrícula a qualquer momento, sempre que haja vagas;
  • A duração máxima será de 6 meses.

A estrutura de créditos do programa de Alimentação e Dietética Clínica está na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplina 15 4 150
Trabalho final de Curso 5 2 50

a. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivo geral:

  • Ser capaz de elaborar um programa de assessoramento nutricional adaptado às necessidades individuais.

Objetivos específicos:

  • Adquirir uma ideia global sobre a nutrição e a alimentação ao longo da vida;
  • Conhecer as características nutricionais dos alimentos;
  • Ser capaz de elaborar um programa de assessoramento nutricional adaptado às necessidades nutritivas individuais;
  • Dispor das ferramentas necessárias para transmitir a informação adequada sobre os hábitos alimentares corretos;
  • Possuir as habilidades necessárias para aconselhar sobre a nutrição em situações patológicas.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do programa de Alimentação e Dietética Clínica são as seguintes:

  • Médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, naturopatas e outros profissionais da saúde em exercício de sua profissão como complemento à sua formação e ajuda na realização de seu trabalho diário.
  • Assessor nutricional em programas de ensino regular e não regular, pessoal da saúde, pessoal de serviços de restaurante..., centros de informação ao consumidor, associações de doentes crônicos, colégios, centros cívicos, centros esportivos, etc.
  • Assessor técnico em programas de busca e informação e promoção de produtos para assegurar o enlace entre marketing, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento.
  • Funcionário lojas especializadas em produtos dietéticos.
  • Funcionário em empresas alimentares ou farmacêuticas com uma linha de produtos com características nutritivas específicas.

Observação: O exercício das profissões é regulado pela legislação de cada país.

Plano de estudos

O programa de Alimentação e Dietética Clínica tem uma estrutura curricular baseada em 2 Partes formativas que buscam situar o estudante em um marco real de acordo com uma contínua mudança.

  • 1ª PARTE: DISCIPLINA (150 HORAS)

A primeira parte, composta por 1 disciplina, permite conhecer e compreender toda a complexidade da alimentação e da dietética clínica.

O objetivo é conseguir que os alunos adquiram uma idéia global da Alimentação e a Dietética Clínica e que tenham uma visão da multidisciplinaridade na assistência nutricional, assim como de suas implicações na saúde das pessoas.

  • 2ª Parte: TRABALHO FINAL DE CURSO O PROJETO (50 HORAS)

A última Fase do programa está destinada à realização do Trabalho Final de Curso, o qual não se recomenda começar com antecedência ao término da 1ª Parte: Disciplina, pois a partir deste momento o aluno contará com os elementos necessários para dar início ao trabalho.

O objetivo é apresentar um documento completo que mostre o desenvolvimento total do trabalho proposto, contemplando a possibilidade de sua execução concreta, de acordo aos esboços e detalhes do Trabalho Final de Curso apresentado. O trabalho deve ser uma contribuição a alguns dos campos estudados ou a sua relação, tanto teórica como aplicada, e respeitando as doutrinas, teorias e disciplinas relacionadas.

Descrições dos Cursos

1ª PARTE: DISCIPLINA

GRUPOS DE ALIMENTOS
Introdução. Grupos de alimentos segundo a F.A.O./O.M.S. Grupos de alimentos segundo outros critérios. Gamas de produtos.
DIETA MEDITERRÂNEA
Que é a Dieta Mediterrânea? Composição da Dieta Mediterrânea. Alimentos feculentos. Frutas. Frutos secos. Pescados e Frutos do mar. Lácteos. Vinho. Benefícios da Dieta Mediterrânea. Evolução da Dieta Mediterrânea.
NUTRIÇÃO E GESTAÇÃO
Introdução. Ajustes fisiológicos durante a gestação. Ingestões Recomendadas. Exemplo de cardápio para mulheres gestantes. Problemas relacionados com a nutrição na gestação. Considerações sobre o efeito do álcool, fármacos e tabaco na gestação. Conselhos práticos para a grávida.
NUTRIÇÃO E LACTAÇÃO
Introdução. Características fisiológicas da lactação. Ingestões recomendadas. Considerações gerais sobre tabaco, álcool, fármacos e alguns componentes dietéticos em lactação. Vantagens da lactação natural.
NUTRIÇÃO INFANTIL
Introdução. Crescimento. Socialização e maturação psicológica. Nutrição do lactante. Lactação artificial. Alimentação complementar ("Beikost"). Proposta de calendário de alimentação durante o primeiro ano de vida. Tipos de cardápio em diferentes etapas da lactação.
NUTRIÇÃO NA INFÂNCIA
Nutrição na idade maternal. Nutrição na idade pré-escolar e escolar.
NUTRIÇÃO NA ADOLESCÊNCIA
Introdução. Características fisiológicas e psicológicas. Fatores que condicionam a dieta do adolescente. Ingestões recomendadas. Recomendações alimentícias. Recomendações gerais. Problemas nutricionais na adolescência.
NUTRIÇÃO E VELHICE
Introdução. Características fisiológicas da velhice. Ingestões Recomendadas. Exemplo de menu para a terceira idade. Má nutrição. Prevenção da má nutrição. A atividade física na velhice. Fármacos na velhice. Outros fatores que intervêm na nutrição na idade avançada. Ações-chave para uma melhor alimentação do ancião.
OBESIDADE
Definição e prevalência. Quantificação da obesidade. Composição corporal. Distribuição do tecido adiposo. Tipos de obesidade. Fisiologia do tecido adiposo. Etiopatogenia da obesidade. Obesidade e riscos para a saúde. Tratamento de emagrecimento. Dieta de manutenção.
DIETA E DIABETES
Definição e critérios diagnósticos. Prevalência da diabetes melito. Classificação. Alterações metabólicas da diabetes melito. Tratamento do paciente diabético.
NUTRIÇÃO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL
Conceito. Prevalência. Diagnóstico. Bases fisiológicas da pressão arterial. Classificação e fisiopatologia da hipertensão arterial. Efeitos da hipertensão arterial. Tratamento
NUTRIÇÃO E ATEROSCLEROSE
Introdução. Fases de formação do ateroma. Fatores de risco na aterosclerose. Manifestações clínicas da aterosclerose. Prevenção e tratamento da enfermidade cardiovascular.
OSTEOPOROSE
Constituição do osso. Dinâmica óssea. Regulação endócrina do cálcio. Conceito de osteoporose. Etiologia da osteoporose. Prevalência da osteoporose. Evolução fisiológica da estrutura óssea. Fatores de risco da osteoporose. Prevenção e tratamento da osteoporose.
NUTRIÇÃO E CÂNCER
Introdução. Processos de cancerogênese por agentes químicos. Influência da nutrição no processo de cancerogênese. Recomendações alimentícias na prevenção do câncer. Nutrição e câncer.
SAÚDE BUCODENTAL E NUTRIÇÃO
Introdução. Bases morfológicas e fisiológicas do dente. Cárie dental. Enfermidade periodontal.
TRANSTORNOS DA MOTILIDADE INTESTINAL
Constipação. Megacólon. Diverticulite do cólon. Síndrome do intestino irritável.
SÍNDROME DIARRÉICA
Definição. Fisiopatologia. Avaliação diagnóstica do paciente com diarréia. Tratamento.
MÁ ABSORÇÃO CARBOIDRATOS
Introdução. Fisiopatologia. Clínica. Diagnóstico. Má absorção de dissacarídeos. Má absorção de monossacarídeos.
MÁ ABSORÇÃO. ENFERMIDADE CELÍACA
Má absorção. Enfermidade celíaca. Espru tropical. Tratamento. Caso clínico.
NUTRIÇÃO E AIDS
Aspectos gerais. Etapas da infecção. Quadro clínico. Diagnóstico. Tratamento farmacológico. Tratamento nutricional. Caso clínico.
ANOREXIA NERVOSA
Introdução aos transtornos do comportamento alimentar. Conceito de anorexia nervosa. História da anorexia nervosa. Epidemiologia. Etiopatogenia. Clínica. Diagnóstico. Prognóstico.
BULIMIA NERVOSA
Conceito de bulimia nervosa. Modelos explicativos. Epidemiologia. Etiopatogenia. Clínica. Diagnóstico. Complicações. Prevenção e prognóstico.
ERROS CONGÊNITOS DO METABOLISMO
Introdução. Aspectos gerais. Principais tipos de erros congênitos do metabolismo. Hiperfenilalaninemias. Homocistinúria. Leucinose. Transtornos do ciclo da uréia. Galactossemia. Deficiências da b-oxidação mitocondrial dos ácidos graxos. Caso clínico.
HIPERURICEMIA E GOTA
Aspectos gerais. Classificação das hiperuricemias. Etipopatogenia. Quadro clínico. Diagnóstico. Tratamento. Caso clínico.
NUTRIÇÃO EM PATOLOGIAS RENAIS
Introdução. Alterações patológicas. Caso prático.
NUTRIÇÃO ENTERAL
História. Conceito. Indicações e contra-indicações. Escolha do suporte terapêutico. Material de infusão. Métodos de infusão. Fórmulas. Complicações. Vantagens da nutrição enteral. Nutrição enteral domiciliar. Caso clínico.
NUTRIÇÃO PARENTERAL
Introdução. Nutrição parenteral: conceito e tipos. Indicações da nutrição parenteral total. Nutrição parenteral periférica. Via de acesso em nutrição parenteral. Requisitos nutricionais. Administração da Nutrição parenteral. Controle em nutrição parenteral. Complicações da nutrição parenteral. Retirada da nutrição parenteral. Caso clínico.

2ª PARTE: TRABALHO FINAL DE CURSO O PROJETO

A última parte do programa é destinada à realização do Trabalho Final de Curso.

O objetivo é apresentar um documento completo que mostre o desenvolvimento total do trabalho proposto, contemplando a possibilidade de sua execução concreta, de acordo aos delineamentos e detalhes do Trabalho Final de Curso apresentado. O trabalho deve ser uma contribuição a algum dos campos estudados ou à sua relação, tão teórica quanto aplicada e que respeite as doutrinas, teorias e disciplinas relacionadas.


Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode ser submetido a ligeiras modificações em função das atualizações ou das melhoras efetuadas.

Direção

Espanha

  • Dr. Rafael Tojo Sierra. Catedrático de Pediatria. Universidade de Santiago de Compostela.
  • Dr. Javier González Gallego. Catedrático de Fisiologia da Universidade de León.
  • Dr. Antonio Gálvez del Postigo Ruiz. Catedrático de Microbiologia do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Jaén.
  • Dra. Esther Fuentes Marhuenda. Professora titular da Universidade Miguel Hernández de Elche.
  • Dr. José Mataix Verdú.Catedrático de Fisiologia da Universidade de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundação Universitária Iberoamericana.

Itália

  • Dr. Maurizio Battino. Ricercatore di Biochimica e docente della Scuola di Specializzazione in Scienza dell'Alimentazione
  • Prof. Enrico Bertoli. Professore Ordinario di Biochimica e Direttore della Scuola di Specializzazione in Scienza dell'Alimentazione

Chile

  • Dr. Fernando Mönckeberg Barros. Decano da Faculdade de Ciências na Universidad Diego Portales. Presidente da Corporação para a Nutrição Infantil (CONIN).

Equador

  • Dr. Washington Benítez. Diretor do Centro Internacional de Zoonose. Universidad Central del Equador.

México

  • Dr. Adolfo Chávez.Presidente da Associação Latino-americana de Nutrição. Chefe do Departamento de Nutrição Aplicada e Educação Nutricional do Instituto Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición (INCMeN) Salvador Zubirán.

Peru

  • Nut. Milagros Agurto Arca. Decana da Faculdade de Nutrição e Dietética. Universidad Científica del Sur.
  • Dr. Alberto Peña Hernández. Professor Titular de Pediatria e Nutrição Infantil. Universidad de Piura.

Coordenação Geral Acadêmica

  • Sra. Irma Domínguez Azpíroz.Coordenadora Internacional.

Professores e Autores

  • Dr. Emilio Martínez de Vitoria.Catedrático de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Gloria Rodríguez Vall-llovera. Licenciada em Farmácia pela Universidade de Barcelona.
  • Dr. Fermín Sánchez de Medina Contreras. Catedrático de Bioquímica. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Sonia Ballarín Alins.. Licenciada em Bioquímica pela Universidade de Barcelona. Licenciada em Farmácia pela Universidade de Barcelona.
  • Dra. Mercedes Barrionuevo Díaz. Professora Titular de Fisiologia. Professora da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • D. Eduard Solanes Foz. Licenciado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela Universidade de Barcelona. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentares pela Universidade Politécnica da Catalunha.
  • Dr. José Mataix Verdú. Catedrático de Fisiologia da Universidade de Granada. Diretor da Área de Saúde e Nutrição da Fundação Universitária Iberoamericana.
  • Dr. Juan Llopis González. Professor Titular de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Dr. (c) Iván Iglesias Cid. Professor da Faculdade de Nutrição Humana e Dietética da Universidade Ramon Llull (Barcelona).
  • Dra. Margarita Sánchez Campos. Catedrática de Fisiologia. Subdiretora da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Dra. Magdalena López Frías. Professora Titular de Fisiologia. Secretária da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Dr. Luis García Torres.Professor Titular de Fisiologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Elena Rodríguez Vall-llovera.Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentares. Universidade Politécnica da Catalunha.
  • Dr. Fernando Gil González. Professor Titular de Toxicologia. Professor da Escola de Nutrição da Universidade de Granada.
  • Sra. Nuria Rodríguez González. Licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Universidade de Barcelona. Engenheiro Técnico Agrícola em Indústrias Agrárias e Alimentares. Universidade Politécnica da Catalunha. Mestre em Administração e Direção de Empresas Agroalimentares pela Universidade de Barcelona - I.G.I.A.
  • Sra. María Rafaela Rosas Morales. Licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Universidade de Barcelona. Licenciada em Farmácia. Universidade de Barcelona. Mestra em Administração e Direção de Empresas Agroalimentares pela Universidade de Barcelona - I.G.I.A.
  • Dr. Jordi Salas Salvadó. Professor Titular de Nutrição. Universidade Rovira i Virgili (Reus - Tarragona).
  • Sra. Irma Domínguez Azpíroz. Diplomada em Nutrição Humana e Dietética. Universidade de Navarra.
  • Sra. Sandra Sumalla Cano. Licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Universidade de Barcelona. Diplomada em Nutrição Humana e Dietética. Universidade de Barcelona.
  • Sr. Eduard Reinoso Zamora. Licenciado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Universidade de Barcelona. Diplomado em Nutrição Humana e Dietética. Universidade de Barcelona.

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.