Ergonomia e Psicossociologia Aplicada

Apresentação do Programa

O estudo de uma situação de trabalho deve permitir identificar as condições de trabalho nela presentes que podem incidir sobre a saúde das pessoas que ocupam um determinado cargo. Entre essas condições de trabalho deverão ser consideradas, entre outras, aquelas que podem produzir uma carga mental inadequada.

A Ergonomia, partindo de um conceito amplo de saúde, propõe a melhoria dos aspectos do ambiente de trabalho que podem incidir sobre a pessoa, sendo considerada em sua totalidade. O objetivo final é alcançar condições de trabalho confortáveis que não prejudiquem nem física, nem mental, nem socialmente o trabalhador e que permitam o desenvolvimento integral do indivíduo através de seu trabalho.

Por sua parte, para podermos enfrentar os problemas de carga mental de uma forma eficaz, igual ao que ocorre com qualquer outro tipo de problema, é imprescindível fundamentar as soluções da situação em um conhecimento sistemático e canalizado, o qual será obtido através de uma investigação ou processo de investigação, conhecido como “avaliação de riscos” e, neste caso específico, “avaliação de riscos psicossociais”.

Para realizar um trabalho preventivo eficaz, é fundamental ter um conhecimento o mais preciso possível dos problemas existentes no ambiente de trabalho. É por isso que a Especialização em Ergonomia e Psicossociologia incide em toda a informação disponível, proveniente tanto de técnicos especialistas nos diferentes riscos, como dos próprios trabalhadores envolvidos.

A quem é dirigido

A metodologia de formação proposta, somada à claridade, amplitude e didática do desenho dos conteúdos, permite dirigir o Programa na Ergonomia e Psicossociologia Aplicada a todos os técnicos em prevenção que realizam pesquisas sobre as condições físicas e psíquicas, emocionais e de conduta que incidem sobre o trabalhador.

Por sua especificidade e caráter técnico, é recomendável que as pessoas que queiram realizar esse programa possuam uma base científica e tenham conhecimentos prévios em matéria de Ergonomia e Psicossociologia Aplicada.

Titulação

A conclusão com sucesso do Programa permitirá que você obtenha a titulação do Ergonomia e Psicossociologia Aplicada.

Após a conclusão com êxito do Programa, o aluno receberá o diploma emitido pela Universidade em que se matriculou.

Estrutura do Programa

A duração estimada do programa em Ergonomia e Psicossociologia Aplicada é de 150 horas (15 créditos).

Em relação à distribuição do tempo, estabelece-se que:

  • Por ser um programa a distância e não estar sujeito a classes presenciais, não é estabelecida uma data específica de início, por isso o aluno pode formalizar a matrícula em qualquer momento, sempre que houver vagas disponíveis.
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem, o programa dispõe de uma duração mínima de dois meses.
  • O tempo máximo de que se dispõe para a realização do programa é de quatro meses. Nesse período de tempo, o aluno deve entregar as avaliações correspondentes às disciplinas.

A estrutura de créditos do programa de Ergonomia e Psicossociologia Aplicada apresenta-se na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplina 15 4 150

a. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula.
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivo geral:

  • O objetivo principal do Programa em Ergonomia e Psicossociologia Aplicada é formar profissionais competentes para realizar ações planejadas de prevenção, no que diz respeito às condições de trabalho que possam incidir sobre a saúde das pessoas que ocupam um determinado cargo.

Objetivos específicos:

Ao finalizar a matéria, o estudante estará capacitado para:

  • Analisar os fatores que deverão ser levados em conta para realizar um estudo ergonômico e sua aplicação em âmbito trabalhista.
  • Criar condições de trabalho adequadas do ponto de vista da iluminação.
  • Identificar a problemática e os principais elementos dos postos com PVD que têm de ser objeto de condicionamento ergonômico e conhecer os requisitos que devem reunir esses elementos.
  • Identificar os fatores de risco, realizar avaliações e implantar medidas corretivas nas tarefas de manipulação manual de cargas com risco não tolerável.
  • Estabelecer uma metodologia de avaliação de fatores psicossociais com base em um questionário.
  • Intervir sobre a organização do trabalho, estilo de direção e sobre os indivíduos.
  • Apresentar resultados com base nos perfis valorativos e descritivos e recomendações para a melhoria da situação psicossocial em função da valoração obtida.

Ao finalizar a matéria, o estudante terá conhecimento:

  • Da importância de uma boa iluminação nas áreas de trabalho para evitar ou minimizar acidentes laborais.
  • Do processo de desenho dos postos de trabalho e das medidas corretivas das eventuais deficiências observadas nos postos já em serviço.
  • Do conceito de carga física de trabalho e dos principais transtornos músculo-esqueléticos derivados das posturas de trabalho.
  • Dos distintos fatores psicossociais relativos ao indivíduo, dependentes da tarefa e da organização que podem incidir na saúde.
  • Do objeto e da metodologia para a avaliação dos fatores psicossociais e ações para melhoria.
  • Das diferentes formas de intervenção psicossocial que afetam a direção, organização do trabalho e indivíduos, após um diagnóstico das condições de trabalho.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do Programa em Ergonomia e Psicossociologia Aplicada são:

  • Consultor de prevenção de riscos laborais independente.
  • Assessor organizacional em prevenção.
  • Entidades auditoras.
  • Técnico em formação.

Plano de estudos

Programa em Segurança no Trabalho é composto de uma disciplina que permite conhecer e compreender, em primeiro lugar, os fundamentos teóricos, conceituais e históricos implicados na gestão da prevenção e, em segundo, sua implementação organizacional, social e tecnológica.

O objetivo é que os alunos adquiram uma visão global da ação planejada em matéria de prevenção que toda empresa deve seguir, com o fim de ter um melhor conhecimento, tanto do alcance real dos riscos derivados do ambiente de trabalho e de sua influência sobre as pessoas. Trata-se de alcançar condições de trabalho confortáveis que não prejudiquem nem física, nem mental, nem socialmente o trabalhador e que permitam o desenvolvimento integral do indivíduo através de seu trabalho.

Essa disciplina está estruturada segundo uma ordem pedagógica coerente. Cada uma é dividida em unidades temáticas básicas ou capítulos, cujo conteúdo deve ser estudado para responder satisfatoriamente às diversas atividades de avaliação.

Os capítulos que compõem o programa são mostrados na tabela seguinte:

Descrições dos Cursos

Dentro do Programa de Estudos, os primeiros quatorze capítulos dedicam-se à Ergonomia e seus métodos, considerando como tal os aspectos que tendem a influenciar o ambiente de trabalho e, mais especificamente, a procura de condições físicas confortáveis de trabalho. O restante dos capítulos fundamenta-se em confrontar os problemas de carga mental do indivíduo, incidindo em estratégias para a implantação de métodos de avaliação de riscos psicossociais.

MODELOS E MÉTODOS APLICÁVEIS EM ERGONOMIA
Introdução. Modelos empregados em Ergonomia. Procedimentos para o desenvolvimento de sistemas pessoa-máquina. Métodos empregados em Ergonomia. Procedimento metodológico para a redefinição do sistema: aplicação em um caso real.
ANEXO I: MÉTODOS ESTATÍSTICOS APLICADOS EM ERGONOMIA E PSICOSSOCIOLOGIA
Conceitos prévios. População de estudo e estimativa do tamanho da amostra. Técnica de amostragem. Seleção e definição das variáveis. Coleta de informação. Codificação das variáveis. Organização dos dados. Inferência estatística.
ANEXO II: TÉCNICAS DE PESQUISA EM ERGONOMIA
Introdução. A observação. A entrevista. A pesquisa. Os grupos de discussão.
ANEXO III: ANTROPOMETRIA
Definições. A variabilidade humana. Planos de referência do corpo humano. Medição de dados antropométricos. Normas e projetos aplicáveis.
AVALIAÇÃO, PREVENÇÃO E CONTROLE DA QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR
Introdução. Avaliação dos riscos laborais próprios do ambiente interior. Metodologia de pesquisa da qualidade do ambiente interior. Prevenção e controle dos riscos relacionados à qualidade do ambiente interior.
ANEXO I: AVALIAÇÃO DO BEM-ESTAR TÉRMICO MEDIANTE OS ÍNDICES PMV E PPD
Introdução. Índices de avaliação.
ANEXO II: AVALIAÇÃO DO AMBIENTE FÍSICO DE TRABALHO
Introdução. Reações subjetivas. Reações de comportamento. Reações psicofisiológicas.
TELAS DE VISUALIZAÇÃO
Estratégia geral da avaliação de postos com PVD. Análise ergonômica dos postos com PVD. Ergonomia do software.
ANEXO I: ILUMINAÇÃO EM POSTOS DE TRABALHO
Grandezas luminotécnicas e sua relação. Leis fundamentais da luminotecnia. Reflexão. Aspectos implicados no rendimento visual. O ambiente visual. Escolha das fontes de luz e do tipo de iluminação. Medições de iluminância e de luminância. Teste de iluminação.
ANEXO II: COMANDOS E SINAIS
Introdução. Indicadores visuais. Indicadores acústicos. Comandos e controles.
MANIPULAÇÃO MANUAL DE CARGAS
Determinação das capacidades de manipulação manual de cargas. Método NIOSH para a avaliação do risco por manipulação manual de cargas.
AVALIAÇÃO DO RISCO DERIVADO DAS POSTURAS DE TRABALHO
A dor muscular e a carga física. Relação entre os transtornos músculo-esqueléticos e os fatores trabalhistas. Dificuldades para a avaliação do risco do TME. Critérios de referência para as posturas de trabalho.
MEDIÇÃO DOS FATORES DE CARGA FÍSICA: MÉTODOS DE OBSERVAÇÃO
Introdução. Métodos gerais. Métodos desenvolvidos para um grupo reduzido de ocupações. Métodos desenvolvidos para uma ocupação específica. Anexo I: A técnica do mapa do corpo para valorar o desconforto postural. Anexo II: O questionário nórdico para a análise dos sintomas músculo-esqueléticos. Exercícios práticos.
ANEXO I: AVALIAÇÃO DA CARGA FÍSICA DE TRABALHO DINÂMICO
Mecanismos fisiológicos da contração muscular. O consumo energético ou metabólico da atividade. Classificação das atividades trabalhistas pelo consumo energético. O consumo de oxigênio como medida da carga de trabalho dinâmico. Cálculo do consumo metabólico a partir do consumo de oxigênio. Aplicações e limitações para a avaliação da carga física apoiada no consumo de oxigênio. Capacidade de trabalho físico. Métodos indiretos para a estimativa do consumo energético durante o trabalho. Fadiga e recuperação.
CARGA MENTAL
Definições e conceitos. Consequências da tensão mental. Determinantes da carga mental.
MÉTODOS PARA A AVALIAÇÃO DA CARGA MENTAL
Apresentação. Fatores de carga inerentes à tarefa. Incidências sobre o indivíduo. Fases para a avaliação dos fatores psicossociais.
ESCALA DE ATITUDES
Introdução. O que é uma atitude? Escala de medição de atitudes. Escala aditivas tipo Lickert. Exemplo prático.
ESTRATÉGIAS PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO PSICOSSOCIAL
Introdução. Análise psicossocial da situação de trabalho. Padrões de comportamento. Indicadores da necessidade de mudança. A resposta humana aos processos de mudança. Estratégias e habilidades facilitadoras da mudança.
ANEXO I: A MUDANÇA COMO UM ASPECTO DECISIVO NA GESTÃO ESTRATÉGICA DE RH
Introdução. Desenvolvimento. A mudança e o pensamento estratégico. Compreensão das organizações no processo de mudança. Algumas considerações primárias da mudança. A mudança e a transição. O modelo de mudança positiva. Etapas da mudança. Tipos de mudança. Os paradigmas. Mudanças organizacionais a serem consideradas. As mudanças na concepção dos recursos humanos. Modelos de mudança organizacional empregados. Possíveis atitudes frente às mudanças. A resistência à mudança. Causas da resistência. Trabalho a ser desempenhado em relação à resistência. O que a empresa não deve mudar.
ESTRESSE LABORAL
Introdução. Antecedentes históricos e conceitualização do estresse. Enfermidades ocasionadas pelo estresse. Estresse laboral. Estresse laboral em executivos.
ASSÉDIO PSICOLÓGICO: MOBBING
Introdução. Definição. Formas de expressão. Características. Evolução do problema. Consequências. Avaliação. Intervenção em situações de mobbing. Prevenção. Mudanças no desenho do trabalho. Modificação nos sistemas de liderança-gestão. Padrões morais da organização. Intervenção nas fases do processo de mobbing.

Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode ser submetido a leves modificações, em função das atualizações ou das melhorias efetuadas.

Direção

  • Dr. Eduardo García Villena. Doutor em Engenharia de Projetos: Meio Ambiente, Segurança, Qualidade e Comunicação, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Diretor Acadêmico da Área de Meio Ambiente da Fundación Universitaria Iberoamericana.
  • Dra (c). Lina Pulgarín Osorio. Doutorado em Projetos, pela Universidad Internacional Iberoamericana (em processo). Mestrado em Gestão Integrada: Prevenção, Ambiente e Qualidade, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Coordenadora Acadêmica do Mestrado em Prevenção de Riscos Laborais e suas Especializações associadas.

Professores e Autores

  • Dra. José María Redondo Vega. Professora Titular do Departamento de Geografia e Geologia da Universidad de León.
  • Dra. Cristina Hidalgo González. Doutora em Ciências Empresariais pela Universidad de León. Professora Titular do Departamento de Economia Aplicada da Universidad de León.
  • Dr. Víctor Jiménez. Doutor em Engenharia de Projetos: Meio Ambiente, Segurança, Qualidade e Comunicação, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Professor da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Francisco J. Hidalgo Trujillo. Doutor em Engenharia de Projetos: Ambiente, Segurança, Qualidade e Comunicação, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Assessor e consultor de organizações. Analista de processos estratégicos e de desenvolvimento empresarial.
  • Dra. Izel Marez. Doutora em Engenharia de Projetos: Ambiente, Segurança, Qualidade e Comunicação pela Universidad Politécnica de Cataluña. Professora da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. José Ulises Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos pela Universidad Politécnica de Cataluña. Professor da Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas. Professor da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dra. Olga Capó Iturrieta. Doutorado em Engenharia de Projetos: Ambiente, Segurança, Qualidade e Comunicação, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Responsável da Área de Projetos do Instituto de Investigaciones Agropecuarias (INIA), Chile.
  • Dra. Mirian Loureiro Fialho. Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. Professora da FUNIBER
  • Dra (c). Lina Pulgarín Osorio. Doutorado em Projetos, pela Universidad Internacional Iberoamericana (em processo). Mestrado em Gestão Integrada: Prevenção, Ambiente e Qualidade, pela Universidad Politécnica de Cataluña. Coordenadora de Programas e Professora da FUNIBER.
  • Dra (c). Carmen Lilí Rodríguez Velasco. Doutorado em Educação, pela Universidad Internacional Iberoamericana (em processo). Mestrado em Psicologia Laboral e Organizacional pela Universidad de La Habana, Cuba. Coordenadora Acadêmica Internacional da Área Desenvolvimento Diretivo, Organização Empresarial e Recursos Humanos e Professora da FUNIBER.
  • Dr (c). Diego J. Kurtz. Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento pelo PPGEGC – UFSC (em processo). Mestrado em International Business - Wiesbaden Business School, Alemanha. Pesquisador do Núcleo de Gestão para a Sustentabilidade (www.ngs.ufsc.br) e Pesquisador Junior do Projeto Dynamic SME (www.dynamic-sme.org). Coordenador de Programas e Professor da FUNIBER.
  • Ms. María Eugenia Luna Borgaro. Mestrado em Recursos Humanos e Gestão do Conhecimento da Universidad de León, Espanha. Expert em Gestão de Recursos Humanos e Habilidades Diretivas. Professora da FUNIBER.

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente uma partida econômica com caráter extraordinário para o oferecimento de Bolsas de estudo em Formação FUNIBER. 

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez finalizado o Programa Acadêmico, os alunos que assim o desejarpoderão ingressar na Bolsa de Trabalho Ambiental. Para isso, deverãoremeter currículum vitae, indicando dados pessoais, acadêmicose de experiência profissional. Assim, o aluno estará informado dasofertas de trabalho que venham a surgir e que se ajustem a seu perfilprofissional.