Mestrado em Energias Renováveis

Apresentação do Programa

Ao longo da história, os grupos sociais selecionaram seus sistemas energéticos em função de dois conjuntos de variáveis: disponibilidade técnica e viabilidade econômica.

Apenas recentemente contemplou-se uma nova variável para determinar a aceitação ou o descarte de um sistema energético em função dos impactos ambientais que pode provocar: o fator ambiental.

Assim, em um futuro imediato, este fator deverá ser contemplado como um elemento fundamental, capaz de influenciar na elaboração de possíveis sistemas energéticos alternativos de um país. Este aspecto será especialmente importante na avaliação e comparação de diferentes recursos e fontes energéticas para um mundo mais sustentável.

Não existe uma solução global a curto e médio prazo para o problema da diminuição dos recursos e da contaminação do ambiente. Posto que o futuro passa pela diversificação energética, as formas de energia renováveis podem complementar as formas tradicionais atuais sem as substituir.

O Mestrado em Energias Renováveis que aqui se apresenta contempla uma parte central, que constitui o núcleo do programa, e onde se detalham as especificidades das formas limpas de energia no contexto energético atual e dos potenciais cenários futuros, com um valor agregado em relação a outros programas deste tipo: por um lado, incorpora uma parte referente às ferramentas de gestão ambiental, imprescindível para saber como realizar estudos de impacto e incorporar as tecnologias renováveis e de eficiência energética dentro do sistema de gestão global da empresa; e, por outro lado, inclui uma parte dedicada ao fenômeno da mudança climática e sua relação com as energias renováveis, respeitando a vulnerabilidade e a mitigação desta relação.

A quem é dirigido

O Mestrado em Energias Renováveis é dirigido a estudantes que concluíram o ensino superior e que, de acordo com suas necessidades pessoais ou profissionais, queiram uma formação de qualidade no âmbito das energias renováveis para melhorar suas oportunidades de trabalho e/ou ampliar conhecimentos.

Titulação

A superação com êxito no programa permitirá obter o grau de Mestrado em Energias Renováveis.

Os Diplomas serão expedidos pela Universidade na qual o aluno tenha se matriculado sob o patrocínio da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).

Estrutura do Programa

A duração estimada para a realização do Mestrado em Energias Renováveis é de 900 horas (90 créditos).

Com relação à distribuição do tempo se estabelece que:

  • Por ser um programa a distância e não estar sujeito à formação de classes presenciais, não se estabelece uma data específica de início, razão pela qual o aluno pode formalizar sua matrícula a qualquer momento, sempre que haja vagas disponíveis.
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem se dispõe de uma duração mínima do Programa de um ano.
  • O tempo máximo do qual se dispõe para realizar o Programa é de dois anos. Nesse período de tempo, o aluno deve entregar todas as avaliações correspondentes, assim como a Dissertação de Mestrado.

A estrutura de créditos do programa de Mestrado em Energias Renováveis é apresentada na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
1ª parte: Ferramentas de gestão ambiental 12 7 120
2ª parte: Energias Renováveis 33 7 330
3ª parte: Mudanças Climáticas 25 6 250
4ª parte: Metodologa da Pesquisa Científica e Dissertação de Mestrado 20 4 200
TOTAL 90 24 900

A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivo geral

  • Contribuir para o crescimento das novas oportunidades de negócio apresentadas no âmbito das energias renováveis, através da cooperação e da colaboração, para atender de maneira aberta, crítica e reflexiva às diversas situações da relação entre sociedade, conhecimento e tecnologia.

Objetivos específicos:

  • Conhecer as relações econômicas, sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável, considerando a importância deste conceito na realidade.
  • Justificar a necessidade de implantar um sistema de gestão ambiental na empresa.
  • Indicar as diferentes fases de implantação de um SGA.
  • Implantar a ISO 14001:2004 em qualquer tipo de empresa.
  • Estudar um caso prático da aplicação da norma ISO 14001.
  • Conhecer as ferramentas e os instrumentos de gestão ambiental empregados nos processos de tomada de decisões.
  • Estudar o âmbito conceitual da Avaliação de Impacto Ambiental.
  • Analisar as fases e especificidades do Estudo de Impacto Ambiental como instrumento técnico da AIA.
  • Interpretar as leis e os procedimentos administrativos contemplados na AIA em diversos países.
  • Analisar o contexto energético atual e os cenários futuros em nível mundial.
  • Diagnosticar as implicações ambientais e os fatores socioeconômicos dos impactos globais e locais provocados pelas atividades antrópicas.
  • Projetar uma instalação de AQS através do método F-CHART.
  • Projetar um sistema de calefação solar através do método F-CHART.
  • Projetar um sistema fotovoltaico solar de uma residência permanente ou de fim de semana.
  • Projetar o rodete de uma turbina Francis e de uma roda Pelton.
  • Realizar um estudo de impacto ambiental de uma central hidráulica ou de um parque eólico.
  • Projetar um aerogerador eólico em função de diversas variáveis.
  • Relacionar as tecnologias de aproveitamento do vapor de jazidas geopressurizadas com a produção de calor e/ou eletricidade.
  • Diferenciar os aproveitamentos da biomassa, seja para fins materiais ou energéticos.
  • Reconhecer os diferentes aproveitamentos energéticos do mar, em função do potencial e da viabilidade econômica.
  • Conhecer os acordos globais, as negociações e as políticas existentes no campo das mudanças climáticas.
  • Interpretar os conceitos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do programa de Mestrado em Aplicação das Energias Renováveis são as seguintes:

  • Pesquisa de tecnologias eficientes do ponto de vista energético.
  • Técnico de órgãos públicos para assessoria em energias renováveis.
  • Técnico de manutenção de parques eólicos, sistemas de captação solar, etc.
  • Instalador de infraestruturas de captação solar térmica e fotovoltaica.
  • Docência.

Plano de estudos

O Mestrado em Energias Renováveis possui uma estrutura curricular baseada em quatro partes formativas sequenciais.

  • 1ª PARTE: FERRAMENTAS DE GESTÃO AMBIENTAL (120 HORAS)

Do ponto de vista da gestão, esta primeira parte contempla, por um lado, as ferramentas imprescindíveis para administrar as energias renováveis e as tecnologias de desenvolvimento limpo dentro do sistema global da empresa; e, por outro lado, os instrumentos de prognóstico de avaliação de impacto ambiental para realizar estudos de impacto destes tipos de energias.

As disciplinas e as horas correspondentes que compõem a primeira parte são mostradas na seguinte tabela:

1a PARTE: FERRAMENTAS DE GESTÃO AMBIENTAL
# DISCIPLINAS HORAS
1 Introdução ao desenvolvimento sustentáve 10
2 Avaliação do impacto ambiental 70
3 Gestão ambiental na empresa 40
TOTAL 120

Essas disciplinas, apesar de se manterem independentes entre si, estão estruturadas conforme uma coerente ordem pedagógica que facilita sua compreensão. Cada disciplina é dividida em capítulos, cujo conteúdo inclui material impresso, que devem ser estudados para responder satisfatoriamente as atividades de avaliação.

  • 2ª PARTE: ENERGIAS RENOVÁVEIS (330 HORAS)

Esta parte é centrada no contexto atual das energias renováveis solar (térmica e fotovoltaica), eólica, hidráulica, biomassa, geotérmica e marinha, no âmbito das políticas energéticas atuais, regulamentos, aspectos técnicos, impactos, entre outros.

As disciplinas e as horas correspondentes que compõem a segunda parte são mostradas na seguinte tabela:

  • 3ª PARTE: MUDANÇAS CLIMÁTICAS (250 HORAS)

Pela importância e vigência atual e futura nas agendas governamentais, considerou-se necessário introduzir uma terceira parte referente às mudanças climáticas. Nesse contexto, descrevem-se os principais compromissos e acordos neste âmbito, os fatores socioeconômicos e climatológicos que influenciam na vulnerabilidade e na adaptação às mudanças climáticas. Por último, abordam-se também as medidas de caráter tecnológico tomadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (mitigação) em alguns setores.

As disciplinas e as horas correspondentes que compõem a terceira parte são mostradas na seguinte tabela:

  • 4ª PARTE: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E DISSERTAÇÃO DE MESTRADO (200 HORAS)

Finalmente, a quarta parte se dedica ao estudo da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica como passo prévio à elaboração do Trabalho Final ou Dissertação de Mestrado.

A disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica (50 horas) apresenta as etapas do processo de pesquisa e suas técnicas, com o propósito de que o estudante tenha uma aproximação com o método científico e lhe facilite gerar contribuições dentro de seu campo de trabalho. Do mesmo modo, revisam-se algumas das principais ferramentas estatísticas que ajudam a corroborar hipótese, proporcionando um suporte matemático às observações realizadas.

Por outro lado, para a obtenção do título do Mestrado em Energias Renováveis, é necessária a apresentação e superação do Projeto Final ou Dissertação de Mestrado (150 horas). O objetivo é apresentar um documento completo que mostre o desenvolvimento total do projeto proposto e contemplando a possibilidade de sua execução. Deve ser uma contribuição a alguns dos campos estudados ou a sua relação, tão teórica como aplicada, e respeitando as doutrinas, teorias e disciplinas relacionadas.

4a PARTE: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
# ASIGNATURAS HORAS
1 METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E DISSERTAÇÃO DE MESTRADO 200

Descrições dos Cursos

1ª PARTE: HERRAMIENTAS DE GESTIÓN AMBIENTAL

  1. INTRODUÇÃO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

    Após um tema introdutório, no qual são proporcionadas e explicadas várias definições de conceitos ambientais e socioeconômicos básicos, envolvidos no conceito de desenvolvimento sustentável, aprofunda-se nos antecedentes e na problemática ambiental ocasionada pelos impactos ambientais antrópicos. Do mesmo modo, contemplam-se as políticas e estratégias de futuro da UE e da América Latina e o Caribe referente à questão ambiental.

    CONCEITOS BÁSICOS
    Definição de Ambiente. Meio ambiente físico ou natural. O meio social. Ambiente e desenvolvimento.
    O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    O que é o desenvolvimento sustentável? Convênios, tratados e políticas de alcance internacional realizados em torno do desenvolvimento sustentável. Os desafios do desenvolvimento sustentável.
    PROBLEMÁTICA AMBIENTAL GLOBAL
    Introdução. Mudança climática e efeito estufa. O esgotamento da camada de ozônio. Perda da biodiversidade. Degradação do solo e desmatamento. Chuva ácida. A névoa fotoquímica. Produção e consumo.
    O AMBIENTE NA UNIÃO EUROPEIA
    Um pouco de história. Os programas comunitários. Revisão da política ambiental 2005.
    O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMÉRICA LATINA E NO CARIBE
    Introdução. Degradação ambiental e desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe. As peculiaridades da região andina. A gestão ambiental no contexto internacional da América do norte.
  2. AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL

    Proporciona-se uma série de definições necessárias para relacionar e quantificar, de acordo com a legislação vigente, os diferentes impactos que uma atividade pode causar sobre o meio ambiente, as diferentes classificações dos impactos em função de vários critérios e conforme as escalas que os caracterizam, as metodologias mais utilizadas que permitirão a realização do estudo das possíveis alterações ambientais e, finalmente, as referências aos trâmites administrativos a serem seguidas para a declaração de impacto ambiental.

    DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
    Introdução. Definições. Elementos adjacentes. Elementos do processo. Elementos intrínsecos. Diferentes tipos de avaliações.
    TIPOLOGIA E CARACTERIZAÇÃO DE IMPACTOS
    Classificação dos impactos ambientais: segundo seus efeitos no tempo, seu grau de efeito e a natureza da ação que produz o impacto.
    CONTEÚDO E METODOLOGIA GERAL DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA)
    Conteúdo do estudo de impacto ambiental.
    OUTROS MÉTODOS DE IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTO
    Classificação das técnicas de avaliação de impactos. Sistemas de redes e gráficos. Sistemas cartográficos. Análises de sistemas. Métodos baseados em indicadores, índices e integração da avaliação. Método de Domingo Gómez Orea. Comparações com o método de Conesa Fdez.-Vítora. Caso prático: estudo de impacto ambiental de uma EDAR.
  3. GESTÃO AMBIENTAL DA EMPRESA

    As diretrizes para implantação de um sistema de gestão ambiental em qualquer tipo de empresa são apresentadas por meio de uma forma bem visual, com uma grande profusão de gráficos, e elaboradas de acordo com a norma internacional ISO 14001 e a europeia EMAS, incluindo um caso prático de aplicação em uma empresa.

    EMPRESA E AMBIENTE
    Introdução. Medidas de proteção ambiental. Normatização.
    OS SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA (SGA)
    Introdução. O que é um SGA? Para que servem e por que são implementados os SGAs? Quem pode implementar um SGA? Partes envolvidas na implantação de um SGA. Como são implementados os SGA? Qual SGA escolher? Balanço mundial de implantação da Norma ISO 14001.
    AS NORMAS ISO 14001
    A família de normas ISO 14000. Estrutura do documento ISO 14001. Definições. Objetivos e alcance da norma ISO 14001. Princípios básicos da norma ISO 14001. Ciclo de melhoria contínua. Implantação da norma ISO 14001. Revisão pela Direção. Certificação do SGA segundo a norma ISO 14001.
    CASOS PRÁTICOS

2ª PARTE: ENERGÍAS RENOVABLES

  1. INTRODUÇÃO ÀS ENERGIAS RENOVÁVEIS

    Faz-se um apanhado cronológico do uso energético, definindo-se as principais formas de energia existentes e os recursos energéticos naturais renováveis e não renováveis. Da mesma forma, são profundamente analisados os principais impactos ambientais associados ao uso de energia, as políticas e os programas energéticos, o âmbito energético atual e as perspectivas de futuro.

    BREVE HISTÓRIA DO USO DE ENERGIA
    Introdução. O período pré-industrial. A revolução industrial (1850-1950). A crise energética de 1973. Evolução dos preços do petróleo. A década de 1990: a problemática ambiental. Os ciclos energéticos.
    ENERGIA
    Energia e potência. Formas de energia. Eficiência de um sistema energético."Qualidade" das formas de energia. Conversão e utilização de energia. Unidades de energia e de potência. Conversão de unidades em outras magnitudes usuais.
    RECURSOS ENERGÉTICOS
    Quantidades globais, recursos, potencial e fontes de energia. Fontes não renováveis de energia. Fontes renováveis de energia.
    ÂMBITO ENERGÉTICO MUNDIAL ATUAL E FUTURO
    Evolução do consumo de energia e da população. O balanço energético. Âmbito energético mundial. Âmbito Expectativas de utilização das energias renováveis.
    IMPACTO AMBIENTAL ASSOCIADO AO EMPREGO DE ENERGIA
    Introdução. Mudança climática e efeito estufa. Chuva ácida. Esgotamento da camada de ozônio. Maré negra. Efeitos sobre o ambiente associados à exploração de energia nuclear. Névoa fotoquímica. Degradação do solo.
    POLÍTICAS E PROGRAMAS ENERGÉTICOS
    Planejamento energético nacional. Instituições e planos energéticos supranacionais. A gestão da energia no contexto regional. A gestão da energia no contexto local. Principais acordos em matéria energética.
  2. ENERGIA SOLAR TÉRMICA

    Após estudar os principais parâmetros característicos do Sol e algumas noções básicas sobre astronomia e posição solar, estuda-se profundamente os diferentes sistemas de utilização: ativos e passivos (arquitetura bioclimática). Por outro lado, são expostos de forma didática e simples os equipamentos e requisitos necessários à construção de uma instalação de AQS ou calefação.

    CONCEITOS BÁSICOS SOBRE A RADIAÇÃO SOLAR
    Introdução. Uma aproximação ao Sol. A constante solar. A radiação solar. Interação da radiação solar com a atmosfera. Interação da radiação solar com os materiais. Usos e aplicações da energia solar.
    CONCEITOS ELEMENTARES DE ASTRONOMIA E POSIÇÃO SOLAR
    Principais parâmetros da posição Sol-Terra. Tempo solar e ângulo horário. A medição da radiação e dos parâmetros climáticos. Cálculo de sombras.
    A ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA
    Introdução. Arquitetura solar passiva. Critérios de construção.
    EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO DE ÁGUA QUENTE SANITÁRIA
    Escolha do sistema de instalação. O coletor solar de placa plana (C.P.P). Fluido termocondutor. Balanço energético do coletor solar de placa plana. Curva característica ou rendimento de um coletor solar de placa plana. O acumulador de calor. O intercambiador de calor solar. O sistema aquecedor auxiliar. Tubulações. Bombas de circulação. Depósito de expansão. Válvulas. Isolamento. Outros elementos. Sistemas de controle. Montagem em linha e em paralelo dos coletores solares.
    PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE ÁGUA QUENTE SANITÁRIA
    Otimização e aproveitamento da captação solar térmica. Estudo das necessidades a atender. Projeto da superfície coletora. Cálculo dos elementos da instalação.
    EXECUÇÃO E MANUTENÇÃO DE UMA INSTALAÇÃO DO AQS
    Processo de instalação. Funcionamento da instalação. Manutenção preventiva. Localização e reparos de defeitos. Estruturas de suporte e fixação.
    CASO PRÁTICO DE DIMENSIONAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO DE AQS
    Introdução. Folha de carga. Dimensionamento do coletor solar. Dimensionamento do acumulador. Seleção do fluido termocondutor. Projeto do circuito hidráulico. Subsistema de regulação e controle. Isolamento. Método F-CHART. Estudo econômico.
    APLICAÇÕES DE CALEFAÇÃO EM EDIFÍCIOS
    Introdução. Consumo de calefação de um edifício. Descrição dos sistemas de calefação. Cálculo de um sistema de calefação por energia solar.
  3. ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

    Depois dos antecedentes da energia solar fotovoltaica, dos fundamentos físicos da conversão energética e da infraestrutura necessária para a montagem das instalações, descrevem-se os tipos existentes para a produção de energia elétrica, assim como as condições necessárias para a execução de um projeto. Por último, apresentam-se uma série de casos práticos baseados nos parâmetros e conceitos teóricos previamente explicados.

    INTRODUÇÃO E SITUAÇÃO ATUAL
    Premissas. Superfície disponível e custo. Previsões de crescimento. Impacto ambiental.
    FUNDAMENTOS FÍSICOS DA CONVERSÃO FOTOVOLTAICA
    A corrente elétrica. Estrutura da matéria.
    COMPONENTES DE UMA INSTALAÇÃO FOTOVOLTAICA
    Introdução. A célula solar. O módulo fotovoltaico. O acumulador ou a bateria. O regulador. O Inversor. Cargas resistivas e indutivas. Outros dispositivos elétricos.
    INSTALAÇÕES ISOLADAS E SISTEMAS CONECTADOS À REDE ELÉTRICA
    Instalações isoladas da rede elétrica. Sistemas conectados à rede elétrica. Sistemas de bombeamento de água.
    PROJETO E MANUTENÇÃO DE UMA INSTALAÇÃO FOTOVOLTAICA
    Introdução. Projeto de uma instalação fotovoltaica. Manutenção de uma instalação.
    CASOS PRÁTICOS
    Projeto para residências permanentes. Projeto para residências de finais de semana. Projeto de estação meteorológica. Projeto de uma instalação de bombeamento I. Projeto de uma instalação de bombeamento II.
  4. ENERGIA HIDRÁULICA

    Nesta disciplina descreve-se a evolução desta tecnologia nos últimos anos, contemplando os aspectos técnicos e econômicos mais importantes para analisar a rentabilidade efetiva de um projeto, dedicando um capítulo ao impacto ambiental gerado pela construção de uma represa. Esta disciplina objetiva atender as pessoas ou organismos interessados em um possível aproveitamento hidráulico para a produção de eletricidade, já seja por meio de uma central hidrelétrica convencional ou de uma minicentral.

    INTRODUÇÃO
    Evolução histórica do aproveitamento de água. Caracterização de um lago artificial ou reservatório. Tipos de centrais hidrelétricas. Minicentrais hidráulicas.
    HIDROLOGIA
    Definição e ciclo hidrológico. Estudos para a definição de um salto hidráulico. Estudo hidrológico teórico. A energia da água.
    OBRA CIVIL E CÂMARA DE TURBINAS
    Introdução. Represa. Tomada de água. Canal de derivação. Câmara de pressão ou de carga. Tubulações de pressão ou forçadas. Dispositivos de fechamento, de segurança e acessórios. Câmara de turbinas. Tubo de aspiração. Canal de deságue. Casa de máquinas.
    CRITÉRIOS DE DESENHO E CÁLCULO DE CUSTOS
    Produção de uma central hidrelétrica. Dimensionamento da turbina. Estudo econômico de um salto.
    INSTALAÇÃO ELÉTRICA
    Introdução. Geradores.Transformadores.
    CONTROLE E MANUTENÇÃO
    Introdução. Regulação e controle. Proteções. Processos automáticos. Tecnologias no processo de automatização. Manutenção.
    IMPACTO AMBIENTAL
    Introdução. Tipos e caracterização de impactos. Fases de um estudo de impacto ambiental. Glossário.
    ATUALIDADE E FUTURO DA ENERGIA HIDRELÉTRICA
    Situação atual e perspectiva de futuro
  5. ENERGIA EÓLICA

    São expostos, de forma teórico-prática, o desenho e o cálculo do potencial eólico de um aerogerador, descrevendo-se os melhores locais, os custos e os tipos de rotores mais adequados à implantação de um parque eólico. Também são detalhadas as alterações ambientais produzidas, a situação atual, e as perspectivas de futuro para esta fonte energética renovável.

    INTRODUÇÃO
    Aspectos gerais. Evolução histórica do aproveitamento eólico. Situação atual e custos da energia eólica. A origem do vento. Locais excelentes.
    AEROGERADORES
    Introdução. Tipos de aerogeradores. Elementos de um aerogerador. Critérios para o projeto de um aerogerador.
    INSTALAÇÕES EÓLICAS E MANUTENÇÃO
    Introdução. Instalações não conectadas à rede elétrica. Instalações conectadas à rede elétrica. Manutenção.
    ESTUDO TÉCNICO E ECONÔMICO DE UMA INSTALAÇÃO EÓLICA
    Introdução. Cálculo do investimento necessário à implantação de um parque eólico. Indicadores de investimentos. Formulário de cálculo de custos.
    IMPACTO AMBIENTAL
    Aspectos gerais. Descrição do projeto. Identificação e inventario dos aspectos ambientais. Prevenção de impactos. Programa de vigilância ambiental.
    CASOS
    Exemplos de projeto e dimensionamento de um aerogerador em diferentes circunstâncias.
  6. ENERGIA GEOTÉRMICA

    São descritas as principais manifestações superficiais geotérmicas e os diferentes tipos de exploração de jazidas, Dando-se especial destaque para as diferentes aplicações em nível doméstico e agrícola. Do mesmo modo, faz-se uma descrição do impacto ambiental associado, e comenta-se sobre a atualidade e o futuro da energia geotérmica.

    GEOTERMALISMO
    Introdução. Evolução histórica do aproveitamento geotérmico. O interior da Terra. Técnicas de prospecção. Balanço energético.
    TIPOS E EXPLORAÇÃO DE JAZIDAS
    Introdução. Fundamentos termodinâmicos. Jazidas hidrotérmicas. Jazidas geopressurizadas. Jazidas de rocha seca quente. Componentes de uma instalação geotérmica. Avaliação econômica de uma jazida geotérmica. Impacto ambiental associado às atividades de exploração da energia geotérmica.
    OUTRAS APLICAÇÕES E EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS
    Introdução. Necessidades de calefação e de AQS em residências por bomba de calor geotérmica. Aplicações industriais e agrícolas. Instalação exemplo: sistema de calefação e produção de A.Q.S. por energia geotérmica em um edifício de uso público em Lleida. Rede de calefação alimentada com energia geotérmica. Estudo de viabilidade e de aproveitamento de energia geotérmica em estufas. Produção de energia elétrica e água potável a partir de uma jazida geopressurizada.
    ATUALIDADE, FUTURO E CUSTOS DA ENERGIA GEOTÉRMICA
    Situação atual e perspectiva de futuro no mundo. Custos.
  7. ENERGIA DA BIOMASSA

    Efetua-se uma descrição das diversas aplicações da biomassa, seja para fins energéticos ou materiais, proporcionando-se no primeiro caso os processos de transformação da biomassa em energia com várias instalações exemplo. Da mesma forma, faz-se referência aos vetores ambientais afetados em seu aproveitamento energético e às futuras possibilidades de desenvolvimento.

    INTRODUÇÃO E SITUAÇÃO ATUAL
    Conceito de biomassa. Evolução da biomassa como primeira fonte energética da humanidade. Natureza da biomassa. Formação de biomassa. Biomasa para fins energéticos. Possibilidades energéticas da biomassa em nível global. Evolução e perspectivas da biomassa como fonte de energia. Situação atual na União Europeia. A biomassa no balanço energético espanhol. Vantagens e inconvenientes da biomassa como fonte de energia.
    TIPOS DE BIOMASSA
    Classificação da biomassa atendendo a sua origem. Classificação da biomassa segundo sua viabilidade energética.
    BIOMASSA RESIDUÁRIA
    Introdução. Classificação da biomassa residuária. O biogás.
    CULTIVOS ENERGÉTICOS
    Evolução da agricultura. Cultivos Energéticos. Aplicações dos cultivos energéticos. Tipos de cultivos energéticos.
    BIOCARBURANTES
    Introdução. Bioetanol. Bio-óleos. Diferentes programas de biocarburantess.
    PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO DA BIOMASSA EM ENERGIA
    Introdução. Tipos de processos. O tratamento dos RSU. Estado de desenvolvimento das tecnologias de conversão de biomassa.
    APLICAÇÕES E EXPERIÊNCIAS
    introdução. Aplicações da biomassa. Instalações exemplo.
    IMPACTO AMBIENTAL
    Introdução. Emissões à atmosfera. A biomassa e o efeito estufa. Contaminação da água. RSU. Resíduos agrícolas e florestais. Cultivos energéticos. Biocarburantes. Resumo e conclusões.
  8. ENERGIA DO MAR

    São expostos os princípios físicos que regem as marés, a energia das ondas e a energia maremotérmica, destacando-se em cada caso o potencial, a viabilidade econômica, o impacto ambiental e as perspectivas de futuro.

    ENERGIA MAREMOTRIZ
    Princípio físico elementar das marés. Aproveitamento da energia maremotriz. Exploração de uma central maremotriz. Potencial maremotriz no mundo. Impacto ambiental de uma central maremotriz. Integração à rede elétrica. Viabilidade econômica e perspectivas de futuro.
    ENERGIA DAS ONDAS
    Princípio físico da energia das ondas. Aproveitamento da energia das ondas. Exploração da energia das ondas. Potencial da energia dissipada pelas ondas. Impacto ambiental. Integração à rede elétrica. Viabilidade econômica. Perspectivas de futuro.
    ENERGIA MAREMOTÉRMICA
    Princípio físico fundamental da energia maremotérmica. Aproveitamento da energia maremotérmica. Exploração de uma central maremotérmica. Potencial maremotérmico. Impacto ambiental. Custos e perspectivas de futuro.
    CORROSÃO DE METAIS
    Conceitos básicos. Classificação da corrosão. Aspectos termodinâmicos das reações de corrosão. Fatores cinéticos da corrosão eletroquímica. Proteção contra a corrosão. Corrosão marinha.

3ª PARTE: MUDANÇAS CLIMÁTICAS

  1. ACORDOS, NEGOCIAÇÕES E INSTRUMENTOS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

    Nesta disciplina serão apresentadas as iniciativas governamentais a nível global, como as negociações internacionais e o investimento financeiro realizado até hoje para desenvolver ações que permitam a adaptação e a mitigação às mudanças climáticas em colaboração com o setor privado, além do fomento de capacidades institucionais, conscientização social, educação e capacitação.

    Acordos globais existentes sobre mudanças climáticas. Negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Instrumentos de flexibilidade do Protocolo de Quioto. Instrumentos de mercado e a colaboração do setor privado. Aspectos financeiros da mudança climática.
  2. VULNERABILIDADE E ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

    A vulnerabilidade e a adaptação às mudanças têm um componente socioeconômico aparte do propriamente climático. Nesta disciplina se detalham as características dos planos de adaptação, das políticas e das fontes de financiamento, das tendências para otimizar esforços na luta contra fenômenos meteorológicos extremos como secas, incêndios florestais, ondas de calor e frio, entre outras.

    Vulnerabilidade territorial e humana. Os planos de adaptação nacionais, subnacionais e locais. As possíveis fontes de financiamento dos planos de adaptação. Os fenômenos meteorológicos extremos: inundações, secas, incêndios florestais, tornados, tempestades extremas e ondas extraordinárias de calor e frio. As políticas de adaptação brandas e duras e a possibilidade de estabelecer planos de seguros e resseguros de caráter nacional ou internacional. A imigração e a mudança climática: as afetações sociais e econômicas, e o efeito da mudança climática na alimentação e na saúde humana em escala global.
  3. MITIGAÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

    Esta disciplina contempla os planos, as políticas e as estratégias de ação realizadas pelos governos para reduzir as emissões de GEE gerados pelas atividades antrópicas. Especificamente, detalham-se as medidas adotadas, em relação ao setor energético, no âmbito do transporte, da moradia, da agropecuária, entre outros.

    Os planos nacionais, subnacionais e locais de mitigação: metodologia e exemplos práticos. As medidas de mitigação apropriadas para cada país. MMAP. Políticas, estratégias e ações nos principais setores industriais. As políticas estratégicas e ações no setor da mobilidade. O setor residencial e a moradia. O setor agrícola e a pecuária. O setor da gestão dos resíduos. O setor energético: situação atual, recursos, energias renováveis, políticas e estratégias.

4ª PARTE: METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA E PROJETO FINAL OU DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Por último, o estudo da Metodologia de Pesquisa Científica e a elaboração do Projeto Final ou Dissertação de Mestrado constituem uma aplicação prática das noções aprendidas pelo estudante nas etapas anteriores.

A disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica (5 créditos) apresenta as etapas do processo de pesquisa e suas técnicas, com o propósito de que o estudante tenha uma aproximação ao método científico, proporcionando contribuições ao seu campo de trabalho

A última parte está destinada à realização do Projeto Final ou Dissertação de Mestrado (15 créditos). Trata-se de um trabalho de pesquisa sobre algum dos temas de interesse para o aluno, relacionados com o âmbito do aquecimento global. Sua natureza pode ser teórica e/ou prática de acordo com as diretrizes estabelecidas para a sua realização

Direção

  • Dr. José Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia. Universidad Internacional Iberoamericana
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Doutor em Engenharia de Projetos, pela Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha, Mestre em Gerenciamento de projeto e de desenho, pela Politécnica de Milán, Itália. Professor da Universidad de Buenos Aires, Argentina. Diretor da Fundación Universitaria Iberoamericana (FUNIBER) Argentina.
  • Dra. Rosalba Guerrero Aslla. Doutora em Engenharia Metalúrgica. Professora da Universidad de Piura
  • Dr. (c) Eduardo García Villena. Doutor (c) em Engenharia. Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr (c) Kilian Tutusaus Pifarré. Doutor (c) em Engenharia. Fundación Universitaria Iberoamericana.
  • Mtra. Elvira Carles Brescolí. Mestre em Engenharia da Água. Diretora da Fundación Empresa y Clima
  • Ing. Omar Gallardo. Engenheiro Civil de Minas. Professor da Universidad de Santiago de Chile.
  • M. en C. Blanca Estela Gutiérrez Barba. Mestre em Biologia. Centro Interdisciplinário de Pesquisa e Estudos sobre o Ambiente e Desenvolvimento. Instituto Politécnico Nacional (CIIEMAD-IPN), México.
  • Ing. Icela Márquez de Rojas. Engenheira Civil. Professora da Universidad Tecnológica de Panamá.
  • Ing. Gonzalo Sandoval Simba. Engenheiro e Mestre em Docência Universitária. Diretor Instituto de Pós-graduação. Facultad de Ingeniería, Ciencias Físicas y Matemáticas. Universidad Central de Ecuador.

Professores e Autores

  • Dr. José Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia. Universidad Internacional Iberoamericana
  • Dr. (c) Eduardo García Villena.Doutor (c) em Engenharia. Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr (c) Kilian Tutusaus Pifarré. Doutor (c) em Engenharia. Fundación Universitaria Iberoamericana.
  • Ing. Icela Márquez de Rojas. Engenharia Civil. Professora da Universidad Tecnológica de Panamá.

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.